Falhas em equipamentos por contaminação de lubrificantesSem dúvida alguma, o máximo nível de desempenho de máquinas e equipamentos nas plantas industriais depende não só da manutenção em peças e componentes, através de um planejamento de manutenção mecânica bem organizado e estruturado, mas também de sistemas de lubrificação adequados e eficazes. Mas quando falamos de sistemas de lubrificação, além de saber identificar qual o tipo de lubrificante é mais adequado para tal máquina ou componente, ou ainda, programar quando devem ocorrer as trocas de óleos, é fundamental ter em mente que um plano de lubrificação precisa prever falhas em equipamentos por contaminação de lubrificantes.

Essa é uma das causas mais preocupantes de falhas em equipamentos nas plantas industriais. Mesmo com tantas ferramentas de análise de óleo existentes e disponíveis no mercado, ainda é complicado para muitos profissionais de manutenção e lubrificação perceber quando uma falha recorrente é causada não apenas pela falta ou excesso de lubrificante, bem como pela forma como é aplicado ou com qual periodicidade é aplicado. A contaminação dos lubrificantes é algo muito corriqueiro, especialmente em máquinas e equipamentos instalados em locais inadequados, onde ficam expostos às ações do tempo e à ação de diversos tipos de microorganismos.

É através dos fluidos lubrificantes que podemos analisar as condições de funcionamento de uma máquina. Pelos inúmeros benefícios que proporcionam aos equipamentos e ferramentas, tais como lubrificação, maior vida útil, redução de atrito e de desgaste, refrigeração, limpeza, vedação e proteção contra agentes externos, os lubrificantes industriais são suprimentos essenciais na indústria e que requerem atenção redobrada, especialmente porque determinam os fatores de desgaste e de contaminação de maquinários.

Empresas como a Lubrificação Industrial, a Silubrin e a Hilub Preditiva dispõe aos seus clientes inúmeras ferramentas de análise sobre a qualidade do lubrificante utilizado em cada peça de cada máquina no chão de fábrica ou nas plantas de produção. Entre alguns instrumentos de análise do óleo lubrificante que a Hilub oferece estão a ferrografia, cromotografia, controle de contaminação de partículas, análises físico-químicas, incluindo, ponto de fulgor, viscosidade, fuligem, penetração, teor de água e saponificação. Com base em todos esses estudos é possível organizar um banco de dados repleto de informações de qualidade, que servem para diagnosticar falhas futuras, de forma que se possa elaborar um plano de gestão de manutenção otimizado e que atenda as necessidades da empresa.

Tipos de análises de óleo lubrificante

Entre as ferramentas mais comuns usadas para detecção de agentes contaminantes em fluidos lubrificantes estão a ferrografia e a espectrofotometria. A ferrografia é um tipo de análise aplicado na manutenção preditiva de máquinas industriais, como grandes tornos, prensas hidráulicas, dosadoras, bombas, trocadores de calor, dobradeiras, calandras, reatores, condensador tubular, entre outros. Nesse tipo de análise, a ferrografia avalia o aspecto e o tamanho das partículas existentes no fluido lubrificante, de modo que facilita, com maior precisão, em qual nível está ocorrendo o desgaste.

Já a espectrofotometria é o método mais adequado no monitoramento de veículos leves e pesados, incluindo carros de passeio, ônibus, caminhões, tratores, empilhadeiras, guindastes e gruas. No monitoramento dos veículos, a identificação da quantidade de elementos metálicos como cobre, alumínio, ferro e cromo, provenientes de diversas ligas metálicas que compõem os equipamentos, e do silício (causado pela poeira), são as pesquisas mais utilizadas.

Autor(es):
Editora

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