A Usiminas Mecânica e a americana Petro-Chem fecharam uma parceria para disputar o mercado interno de fornos para indústrias. A expectativa é de que a produção dos fornos movimente no Brasil, nos próximos dois anos, cerca de US$ 100 milhões. As duas empresas acreditam que a demanda maior virá do setor de óleo e gás.

Controlada pela siderúrgica Usiminas, a Usiminas Mecânica é a maior fabricante de bens de capital do país. A Petro-Chem é uma das principais fornecedoras de fornos do mundo, atendendo especialmente o setor petroquímico e a indústria química.

'O negócio de fornos pode vir a ser significativo no faturamento da Usiminas Mecânica', afirmou o presidente da empresa, Guilherme Muylaert. No novo consórcio, a Petro-Chem será responsável pelos projetos e pela tecnologia dos fornos. A tecnologia de fabricação e montagem ficará por conta da Usiminas Mecânica.

As negociações para a associação tiveram início há um ano. 'Vislumbramos uma oportunidade muito grande e procuramos quem tinha tecnologia para nos associarmos', declarou Muylaert. 'É uma definição estratégica em função dos enormes investimentos dos setores de óleo e gás.'

O primeiro projeto do consórcio é um forno de craqueamento para a Solvay, empresa do pólo petroquímico de São Paulo. O contrato é cerca de US$ 1 milhão, para entrega em até 10 meses. As duas empresas vão atuar com foco no mercado interno mas não descartam atenderem clientes de outros países da América Latina.

Autor(es): Ivana Moreira De Belo Horizonte

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