A Alcan Brasil espera abrir um novo mercado no país para suas chapas de alumínio com o contrato de US$ 1 milhão firmado para fornecimento de material especialmente fabricado para a plataforma de petróleo P-52 da Petrobras. É a primeira venda do produto no Brasil para aplicação em plataformas petrolíferas.

O volume, de 200 toneladas, não é expressivo em termos de quantidade, reconhece João David, gerente comercial de laminados da Alcan. Todavia, diz ele, é um marco para a empresa, que passou a desenvolver material de elevada especificação para esse tipo de aplicação. Uma plataforma marítima opera em ambiente bastante agressivo de corrosão (o metal é resistente) e o alumínio conta também com a vantagem de ser mais leve que o aço (um terço do peso), seu concorrente direto nesse mercado. A P-51 é toda feita em aço.

A P-52, cuja montagem está a cargo do estaleiro Fels Setal, vai operar no campo de Roncador, na bacia de Campos. Orçada em US$ 1 bilhão, quando pronta terá capacidade de produção de 180 mil barris/dia. Está prevista para ser concluída em dois anos.

Segundo David, as chapas de alumínio, feitas com uma liga especial de magnésio, serão fabricadas na unidade de laminação da Alcan em Pindamonhangaba (SP). O material começou a ser embarcado nesta semana para o estaleiro. Será utilizado na construção do módulo de acomodação, em uma instalação que inclui dormitórios e todas as salas de controle da plataforma.

A francesa Pechiney, adquirida pela Alcan em 2003, também fornecerá pequena parte das chapas para a P-52 - cerca de 15% do volume total. O módulo terá área próxima de 1,5 mil metros quadrados.

David diz que a encomenda à Alcan Brasil mostrou que o país tem empresas tecnologicamente capacitadas a fornecer material para plataformas, dentro da política de nacionalização adotada pela Petrobras. ''Com isso, esperamos abrir as portas de fornecimento para outras plataformas''.

A filial brasileira da Alcan já fornece chapas para fabricação de barcos, iates e outros tipos de embarcações. A produção total da empresa no país em 2003 foi em torno de 300 mil toneladas, sendo 220 mil de laminados e 80 mil metal primário. Cerca de 20% da produção de laminados é destinada às exportações. No ano passado, a Alcan Brasil, que emprega 3 mil pessoas, faturou R$ 1,84 bilhão.

Autor(es): Infomet

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