A siderúrgica anglo-holandesa Corus traçou perspectivas positivas e previu forte aumento de preços ao divulgar ontem o primeiro lucro de seus cinco anos de história, fazendo com que suas ações atingissem o maior nível em dois anos. Em 2003, os papéis da Corus foram pressionados por altos custos, baixos preços de aço e disputas internas na administração. Mas desde então, a reestruturação e a forte demanda global liderada pela China promoveram uma importante recuperação da empresa.

A ação subiu 6%, para 51,244 libra na tarde de ontem (US$ 91,99), melhor patamar desde setembro de 2002, impulsionada pelas notícias de tempos de bonança e aumentos de preço. O presidente-executivo da empresa, Philippe Varin, disse que a Corus pretende elevar o preço do aço de clientes com contratos não anuais em 10% no quarto trimestre, após a alta que ficou entre 15% e 25%, no terceiro trimestre. Ele também disse que os clientes com contrato anual podem esperar aumentos de pelo menos 20% a partir do início de 2005, mas foi evasivo na perspectiva para o ano todo.

Expectativa de crescimento

"Antecipamos que o progresso no lucro operacional e nas margens continuarão no segundo semestre deste ano", disse Varin, confirmando que as margens subiriam em relação às do primeiro semestre. "A perspectiva é boa, mas estamos mantendo nosso pé no chão. Sabemos que temos um longo caminho pela frente." A empresa anunciou a reversão do prejuízo de 204 milhões de libras ( US$ 366,2 milhões) para um lucro de 147 milhões de libras (US$ 263,9 milhões) no primeiro semestre do ano, ganho obtido através de reestruturação e da forte demanda, principalmente das encomendas da China.

A quinta maior produtora de aço do mundo cortou cerca de 13 mil empregos e fechou fábricas na Inglaterra desde sua criação em 1999, fruto da fusão entre a British Steel e a Hoogovens.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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