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Dicas para identificar as causas de desgaste do lubrificante

Saber detectar as causas determinantes da degradação do fluido lubrificante é essencial para assegurar longa vida útil aos equipamentos e ao próprio fluido.

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Dicas para identificar as causas de desgaste do lubrificanteAlgumas dicas para identificar as causas de desgaste do lubrificante é aplicar alguns métodos ou ferramentas de análise como a causa raiz. O objetivo de uma análise de causa raiz (RCA) é identificar o que aconteceu, qual o tipo de falha ocorreu, porque aconteceu e o que pode ser feito para impedir sua reincidência. Trata-se de examinar o problema e considerar todas as evidências sob várias perspectivas diferentes.

A degradação de fluidos lubrificantes é proveniente de inúmeras causas e pode ser responsável por muitos tipos de falhas nos equipamento industriais. Para fazer a análise de causa raiz, o primeiro passo é submeter o lubrificante utilizado em serviço a uma ampla gama de condições que podem degradar seu estado e a do sistema aditivo. Tais fatores incluem o calor, o ar aprisionado, gases incompatíveis, umidade, contaminação interna ou externa, os componentes usados no processo, a radiação e a mistura inadvertida de um fluido diferente.

Causas de degradação do lubrificante

Poderemos analisar uma visão geral de alguns mecanismos comuns de degradação do fluido. A relação entre a análise de óleo e mecanismos de degradação do suprimento é examinada a seguir.

  • Oxidação - A oxidação é a reação dos materiais com o oxigênio. Esse processo pode ser responsável pelo aumento da viscosidade, formação de verniz, de lama e de sedimentos, depleção de aditivos, desagregação do óleo de base, entupimento do filtro, perda das propriedades de espuma, aumento do número de ácidos, ferrugem e corrosão. O controle da oxidação é um grande desafio na tentativa de prolongar a vida útil do lubrificante.
     
  • Degradação térmica - Em um ambiente de trabalho mecânico, a temperatura do lubrificante é uma preocupação primordial. Além de evitar o atrito das peças móveis da máquina com as partes estáticas, o lubrificante também deve dissipar o calor. Isso significa que o lubrificante, por vezes, é aquecido acima de sua temperatura estável recomendada. O superaquecimento pode causar a evaporação do lubrificante ou sua decomposição. Isso também gera a remoção de certos aditivos do sistema de lubrificação sem que essas substâncias executem de modo eficaz seu trabalho. A viscosidade do lubrificante também pode se elevar.

    Em temperaturas muito superiores do ponto de estabilidade térmica do lubrificante, moléculas maiores se quebram em moléculas menores. Este craqueamento térmico, muitas vezes conhecida como repartição térmica, pode iniciar reações colaterais, induz à polimerização, produz subprodutos gasosos, destrói aditivos insolúveis e gera subprodutos.
     
  • Contaminação do lubrificante - Substâncias estranhas podem influenciar fortemente o tipo e taxa de degradação do lubrificante. Metais como o cobre e o ferro são catalisadores para o processo de degradação. A água e o ar são agentes que podem proporcionar uma fonte reação do de oxigênio com o óleo. Portanto, um lubrificante sem contaminantes é o ideal e precisa passar por constante monitoramento dos níveis de contaminação do fluido, oferecendo um panorama significativo para a saúde da máquina.
     
  • Esgotamento dos Aditivos - A maioria dos sistemas de aditivos é projetada para ser sacrificada. O acompanhamento dos níveis de aditivos é importante não só para avaliar a saúde do lubrificante, mas também pode fornecer pistas relacionadas com os mecanismos de determinado tio de degradação específica. O monitoramento da depleção do aditivo é algo complexa, dependendo da composição química do componente aditivo.
     
  • Pressão induzida por degradação térmica - É um processo em que há transição de uma bolha de ar de baixa pressão para uma zona de alta pressão, resultando em compressão adiabática. Isso pode produzir temperaturas localizadas acima de 1.000 ° C, resultando na formação de subprodutos carbonosos e acelerada degradação do óleo.
     
  • Descarga Eletrostática de Faíscas - Quando o óleo limpo e seco rapidamente flui até chegar ao nível molecular, o atrito dentro do petróleo pode gerar eletricidade estática e se acumular até o ponto em que ela produz uma descarga súbita ou faísca. Estas faíscas são estimadas entre 10.000 ° C e 20.000 ° C, e ocorrem normalmente em filtros mecânicos.


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