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Seis motivos para falhas dos programas de lubrificação

Há muitas razões para que os programas de lubrificação nas plantas industriais falhem. Selecionamos algumas para ajudá-lo a evitar ou corrigir esses problemas.

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Seis motivos para falhas dos programas de lubrificaçãoMuitos programas de lubrificação e de análises de óleo lubrificante acabam falhando. Mesmo que os programas não sejam completamente fracassados, é quase certo que não vão apontar e entregar os resultados que poderiam e deveriam oferecer. Por isso, selecionamos seis motivos para falhas dos programas de lubrificação, com algumas das diversas razões mais comuns para os que programas de análise de óleo não correspondam às expectativas e necessidades de empresas e gestores.

1) Análise de Estratégias Insatisfatória

A estratégia de análise de óleo lubrificante nos programas de lubrificação é comumente obrigada a recolher amostras somente quando há suspeita de problemas na máquina, ou quando alguma outra técnica de monitoramento de condição (MC), tais como análises de vibração, apontam uma falha. A análise de fluido lubrificante, assim como a maioria das outras ferramentas de CM, é um jogo de tendências. É preciso recolher amostras com regularidade, em intervalos menores, mesmo sem nenhum problema aparente. Isso tornará os resultados de análises mais confiáveis. Por mais que, a princípio, os custos com programas de análise mais intensificados pareçam maiores, em longo prazo, é possível perceber que a economia é bem maior quando a vida do útil do fluido lubrificante também é ampliada.

2) Técnicas insatisfatórias de coleta de lubrificante para análise

Existem basicamente três maneiras de tirar uma amostra de fluido lubrificante: a partir do porto de drenagem, utilizando tubos e bombas de vácuo, ou a partir de uma válvula de amostra específica, possivelmente com uma bomba de vácuo. Os dois métodos são os mais propensos a produzir uma amostra contaminada, e é justo dizer que, juntos, eles representam mais de 95% das amostras extraídas contaminadas, comprometendo o sucesso dos planos de lubrificação.

Por uma questão de prioridade, a instalação de válvulas específicas para coleta de amostras nos locais corretos assegura que os procedimentos de amostragem sejam documentados por razões de consistência, e fazem com que os funcionários encarregados desta tarefa vital sejam devidamente treinados para realizá-la.

3) Demora na obtenção de amostras para o laboratório

Basicamente, as informações contidas na amostra tornam-se obsoletos logo que a amostra foi recolhida. Dessa forma, a espera de dias ou mesmo semanas para o envio das amostras para o laboratório pode comprometer a qualidade da amostragem e o resultado das análises.

4) Atrasos no resultado das amostras

Muitas vezes, os atrasos na obtenção dos resultados podem ser causados por percalços internos no laboratório. Na verdade, o relatório deve estar nas mãos dos gestores dentro de 24 a 48 horas a partir da data de envio da amostra ao laboratório. Então, o ideal é verificar se os prazos de entregas dos resultados de testes correspondem à demanda existente. Se necessário for, o laboratório deve adotar novos sistemas automatizados, ou a empresa deve elaborar um plano B, que até pode incluir a instalação de um laboratório o mais próximo possível da planta industrial.

5) Ausência de ensaios ou testes

Quando uma amostra é analisada pelo laboratório, normalmente é selecionado e aplicado um teste ou ensaio apropriado para cada tipo de componente. Algumas dessas ferramentas de ensaio são mais abrangentes do que outras, mas em quase todos os casos, há muitos mais testes disponíveis que poderiam ser empregados, principalmente quando a operação anormal for observada.

6) Interpretação falha dos dados apresentados na amostra

Há muitas razões para a má interpretação dos resultados. Isso inclui: falta de familiaridade com o equipamento usado no diagnóstico; decisões tomadas com base em informações imprecisas, seleção incorreta dos testes de ensaio, interpretações vagas, possivelmente alimentadas pela quantia inexata de substrato coletado. Contar com um técnico capaz de interpretar corretamente os dados, com total conhecimento a cerca do equipamento empregado, além de fazer uso de tecnologias que permitam obter resultados precisos e rápidos são fatores essenciais na qualidade e na segurança na análise de fluidos, contribuindo para a performance dos programas de lubrificação e manutenção.


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