Compartimentos à prova de fogo fornecem uma solução para proteção de componentes elétricos em ambientes potencialmente explosivos quando a selagem hermética é impraticável ou impossível. Embora alguns tipos de equipamentos elétricos possam ser hermeticamente fechados para protegê-los dos perigos externos, a maioria dos sistemas industriais de energia elétrica não pode ser protegida desta forma.
Um aparelho colocado dentro de um gabinete que não é hermético, muitas vezes, puxa o ar atmosférico, quando ele está desligado e frio. Flutuações de temperatura interna também podem permitir a infiltração de elementos externos, e isso pode representar um risco grave para os sistemas que operam em ambientes contendo substâncias inflamáveis na atmosfera. Os aparelhos de iluminação são particularmente propensos a este problema, porque eles têm variação grande de temperatura entre “liga” e o “desliga”, enquanto os motores elétricos enfrentam um risco similar, devido ao espaçamento necessário para a movimentação de seus eixos. Recintos à prova de fogo permitem que equipamentos elétricos mantenham seu desempenho sem sacrificar os requisitos de segurança.

Os princípios do gabinete elétrico à prova de fogo não se concentram somente em impedir os efeitos de um fogo em sua volta, mas sim em primeiro lugar impedir a propagação de sustâncias inflamáveis. Caixas a prova de fogo envolvem a colocação de equipamentos elétricos dentro de um gabinete que não necessite ser lacrado, mas mesmo assim é capaz de minimizar os riscos de inflamar gases explosivos ou outros materiais combustíveis, antes, durante e após a operação. Além disso, este tipo de gabinete destina-se também a evitar que uma mistura inflamada se propague para além do recinto prejudicando outras máquinas. Em essência, as caixas a prova de fogo funcionam como uma espécie de reservatório de pressão em que as aberturas ou buracos na vedação podem efetivamente captar as chamas antes que elas cresçam e se espalhem em uma ameaça mais significativa.

Modelo à prova de fogo

Há vários modelos de caixas à prova de fogo. Para cada necessidade e função existe um modelo adequado, podendo variar de acordo com a sua aplicação e dos parâmetros dimensionais e operacionais do dispositivo a ser protegido. No entanto, certos princípios básicos são compartilhados pela maioria dos sistemas à prova de fogo no gabinete industrial, incluindo:

  • Os cabos e conectores não têm entrada direta para o gabinete à prova de fogo.
  • Flange externa na superfície de exposição mostrarão a ligação firme de metal para metal ou formam um conjunto ventilado que não exceda uma permissão máxima de abertura.
  • Borracha ou outros materiais que possam sofrer deterioração não são usados para selar as articulações.
  • Todas as juntas e flanges viradas para o exterior são fabricadas e instaladas com uma distância mínima, pré-definida, entre os lados externo e interno dos gabinetes.
  • Qualquer parafuso utilizado para fixar as tampas é encapuzado.
  • Manter um comprimento mínimo do rolamento de eixo e do eixo, um afastamento radial máximo de acordo com exigências de aplicação.


As especificações para cada uma dessas características variam, dependendo do projeto da caixa à prova de fogo. Testes rigorosos e cuidados são sempre usados para determinar a eficácia do compartimento. Um dos testes exigidos envolve identificar à pressão máxima que poderia ser produzida a partir de uma explosão de gás no interior da caixa, e depois expor a mesma a uma pressão um pouco maior a fim de avaliar seus níveis de proteção. Um teste similar é usado para verificar se há ou não risco de uma explosão dentro do gabinete, incendeia-se uma atmosfera inflamável e verifica se o fogo se espalhou para os sistemas externos.

Padrões de caixa à prova de fogo

Uma das características mais importantes na eficácia da caixa à prova de fogo é a integridade estrutural, tornando-se importante um recinto ser à prova de falsificação e ser totalmente confiável. Instalação e reparação um gabinete requer treinamento especial e certificação, e o processo deve seguir de perto todos os protocolos de segurança e as recomendações do fabricante dos componentes. Os cabos e condutores usados para conectar equipamentos elétricos à prova de fogo também desempenham um papel importante na redução do risco de ignição, embora as normas à prova de fogo para estes dispositivos variam entre diferentes países. Por exemplo, nos EUA, aberturas antichamas devem ser construídas com material tipo de conduta com roscas cônicas, enquanto a Alemanha necessita de cabos para ser utilizados em qualquer abertura. Uma prática comum implica ter uma caixa de terminais ligados uma caixa à prova de fogo. Este cerco terminal acrescenta níveis adicionais de proteção contra curto circuito e prolongada exposição, podendo causar ignição interna em um sistema à prova de fogo que não tem uma caixa de terminais.

Autor(es): Flávio Saraiva

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