Por intermédio das afiliadas Guará-BV e Tupi-BV, a Petrobras e seus parceiros Galp, BG e Repsol, declararam hoje, 11 de novembro, a assinatura de dois contratos com a Engevix Engenharia S.A, para construção de oito cascos das plataformas que irão atuar na primeira fase de desenvolvimento da produção do polo pré-sal da Bacia de Santos. O valor total dos contratos chega ao montante de US$ 3,46 bilhões.

As plataformas FPSO chamadas “replicantes” serão construídas no polo Naval de Rio Grande, no Rio Grande do Sul e fazem parte da nova frota de unidades de produção projetadas de acordo com os parâmetros de simplificação de projetos e padronização de equipamentos. Seis delas serão gerenciadas pelo consórcio do Bloco BM-S-11, onde estão as áreas de Iracema e Tupi. As duas restantes serão administradas pelo consórcio do Bloco BM-S-9, local onde estão situadas as jazidas de Carioca e Guará. A produção de cascos similares proporcionará ganho de escala, mais rapidez no processo de construção, favorecendo também a otimização de custos.

As plataformas do tipo FPSO (tipo de navio especialmente concebido para estocar e transferir óleo e gás), contarão com capacidade de processamento de até 6 milhões de m3 de gás e 150 mil barris de petróleo, diariamente. Ao atingirem a capacidade máxima de operação, estima-se que as plataformas produzam por volta de 900 mil barris de óleo diariamente.

A construção dos cascos terá início em março de 2011, após a entrega dos primeiros carregamentos de aço, o que deve ocorrer em janeiro de. A previsão de entrega dos dois primeiros cascos a serem construídos é para 2013, sendo que os outros cascos devem ser entregues ao longo de 2014 e 2015. Até 2017 todas as unidades deverão entrar em operação. Esse fato é crucial para que a Companhia conquiste suas metas estratégicas de produção estimadas pelo Plano de Negócios da Petrobras em relação ao polo pré-sal da Bacia de Santos.

O consórcio do Bloco BM-S-11 é operado pela Petrobras, que detém 65% de participação, pela BG E&P Brasil Ltda, com 25% dos ativos, e pela Galp Energia, que fica com os 10% restantes. A operação do consórcio do Bloco BM-S-9 fica por conta da Petrobras, com 45% de participação, em seguida vem a BG E&P Brasil Ltda, com 30% e a Repsol Brasil S.A. mantém os 25% de participação restantes.

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Editora

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