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*Por Armando Marsarioli Filho

O Brasil, de uma forma em geral, tem ocupado uma posição de destaque no universo da manutenção industrial quanto à aplicação de procedimentos, técnicas e a mais avançada tecnologia, quais nos permitem um melhor planejamento das paradas e, consequentemente, uma efetiva e mensurável melhoria com respeito ao controle de falhas das máquinas e equipamentos de uma linha produtiva.

Países da América Latina e Europa consideram o modelo brasileiro uma referência no que tange à disponibilidade de máquinas de uma fábrica, fator imprescindível para uma produção competitiva, qual garante os primeiros postos no mercado, quando nos referimos à capacidade produtiva, custos adequados e confiabilidade dos prazos de entrega.

Após várias convenções e reuniões realizadas com empresas dos continentes latino americano e europeu, quando muito se debateu sobre os principais problemas que afetam a produtividade industrial daqueles países, ficou evidente para todos os participantes, a importância de se estruturar um programa gerador da competência necessária para que possam aumentar a participação no mercado internacional. Tal programa aprovado por esse grupo de empresas, já passou pelas fases de elaboração e estruturação, e tem como data inicial janeiro de 2011, com previsão para finalização em dezembro de 2015, contando com a participação de empresas do Brasil, Chile, Argentina, Colômbia, Peru, Portugal, Espanha, Itália e Inglaterra.

No entanto, sabemos que para deflagrar um programa como este, temos como fator crítico de sucesso, a adequada preparação de profissionais, cuja metodologia objetive a transformação do perfil de Técnicos e Engenheiros para Especialistas em Confiabilidade de Máquinas, quais são verdadeiras raridades em seus países, e que admitem sem nenhum constrangimento, a falha no sistema de ensino técnico local que não está suprindo essa falta de preparação de profissionais com respeito a esse nível de exigência.

No mercado brasileiro, apesar do nível de conscientização estar um pouco à frente do que a maioria dos países participantes desse programa e apesar do contato mais frequente com essa “expertise” e tecnologia, acabamos por sofrer do mesmo mal. Infelizmente, não temos um programa de ensino técnico racional, sistemático e estratégico, que desenvolva especialistas de forma objetiva e efetiva, que atenda às necessidades dos processos produtivos apontados pelo nosso próprio mapa econômico de atividades por região, com resultados práticos que possa atender a essa demanda interna. Enfim, são incontáveis as empresas que nos procuram, rotineiramente, para auxiliá-las na busca desses profissionais, tanto no mercado interno como no exterior, com adequada formação técnica, cultural e comportamental para assumirem as atividades e/ou o departamento responsável pela confiabilidade de suas fábricas.

Essa verdadeira caça que vivemos no mercado nacional e internacional, por técnicos e especialistas que estejam associados a um Plano Contínuo de Desenvolvimento de Competências, tem ofertas de salários brutos que variam de R$ 52.000 a R$ 130.000 anuais, considerando 13 salários e cargos que vão de técnicos a especialistas, mais benefícios de primeira linha e um plano de desenvolvimento profissional garantido. Propostas interessantes e tentadoras, pois uma vez reconhecidos e contratados esses profissionais, essas empresas oferecem o que há de melhor visando à retenção de tais valores.

São oportunidades oferecidas pelo mercado para um invejável plano de carreira, tanto a nível nacional como internacional e que, lamentavelmente, são desconhecidas pelo principal beneficiado: o Profissional da Manutenção Industrial.

O maior destaque no perfil desse profissional que está em alta no mercado global reside no fato de que não há exigências ou preferência quanto a idade, deve estar especializado na prática, dotado de um contagiante comportamento empreendedor, pró-ativo e preparado para atuar em equipe, visando à otimização dos ativos e da produtividade.

Outra novidade no rol das exigências é que as empresas entendem que a evolução contínua de um programa de manutenção, depende da capacidade de relacionamento interno e externo de seus especialistas, portanto passa-se a valorizar mais a compostura e atitude do que a formação técnica. Considerando esta última como uma exigência básica. Parece-me muito interessante este último quesito, pois o ser humano terá que evoluir como indivíduo, melhorar a educação, o trato e o respeito com as pessoas, nem que seja somente para ganhar mais dinheiro.

O que se nota nessa nova vertente, é a clara possibilidade de melhorar nosso status profissional, a curto e médio prazo, e aceder a cargos de gerencia e direção através de um “upgrade” técnico, de compostura e comportamento que nos possibilite os resultados esperados pelo plano estratégico. É isso que essas empresas que fazem parte desse programa estão buscando, pois admitem que se acostumaram a contratar diplomas e, somente isso, não tem garantido os resultados. É importante salientar que no Brasil, historicamente e de uma maneira geral, as organizações contratam pela competência e demitem pelo comportamento.

A preocupação com o desenvolvimento profissional está cada vez mais escassa. Fala-se muito em aumento de faturamento e produtividade, no entanto, isto é uma consequência de uma equipe treinada e, sobretudo, que tenha suas necessidades básicas atendidas e garantidas ao longo dos anos. Além de que, os objetivos de resultados somente podem ser assumidos desde que tenhamos uma garantida Gestão de Desenvolvimento Contínuo das Competências que são estratégicas para cada empresa.

O desenvolvimento não cessa nunca. Se estagnarmos o desenvolvimento não poderemos mais competir. O mesmo acontece com o aprendizado. Se pararmos de aprender paramos de desenvolver. E quanto a essa questão temos muito que aprender com os americanos que investem, em média, 13% do que ganham, no desenvolvimento pessoal, durante o período economicamente ativo. Infelizmente, o profissional brasileiro investe muito pouco em si mesmo. Praticamente nada, após o período estudantil e nisso somos penalizados, pois da mesma forma que a evolução tecnológica não para, a capacitação profissional não tem fim.

As oportunidades estão no mercado em busca da competência adequada. Deixo dois lembretes quanto a isso: infelizmente, elas não são para todos e têm prazo de validade.


*Armando Marsarioli Filho é Diretor Geral do INAMAN - Instituto Nacional da Manutenção

O INAMAN, Instituto Nacional da Manutenção, foi fundado em junho de 2010 e tem como objetivo principal a formação e atualização de profissionais da área da manutenção, com foco no desenvolvimento pessoal e aumento da competitividade profissional para o mercado nacional e internacional.

A metodologia adotada obedece ao modelo de Gestão e Desenvolvimento Contínuo de Competências, com um programa de formação personalizado, elaborado de acordo com o nível de conhecimento pessoal e dos objetivos apontados em seu Plano de Desenvolvimento Profissional, qual é elaborado no início do programa e através de reuniões individuais com cada participante.

A instituição conta com o Departamento de Alocação Profissional (DAP), cuja finalidade é rastrear as necessidades de profissionais de alto gabarito do setor da manutenção, por empresas do mercado nacional e internacional. Conduzir os procedimentos e orientações desde a fase de recrutamento e seleção até a assinatura do contrato de trabalho, além de manter uma constante assessoria técnica e orientações comportamentais, visando o cumprimento dos objetivos ora formalizados no Plano de Desenvolvimento Profissional.

Assessoria de Imprensa

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