A aquisição da divisão de motores elétricos - antiga Eberle - do grupo Mundial ajudará a Metalcorte Inox, de Caxias do Sul (RS), a dobrar o faturamento bruto no ano que vem em relação a 2004, para R$ 440 milhões. A nova operação já deverá responder pela metade do incremento projetado no período, enquanto os outros 50% virão do aumento das vendas de aços planos e tubos de aço inoxidável e de peças fundidas e usinadas para as indústrias automotiva e de máquinas agrícolas.

A projeção foi apresentada ontem por Osvaldo Voges, diretor presidente da Metalcorte, fundada há 12 anos para prestar serviços terceirizados de corte de chapas de aço para a própria Eberle, em Caxias. Agora a empresa comprou a fábrica de motores elétricos por R$ 110,4 milhões em 39 parcelas e está preparando um plano de investimentos para ampliar as linhas de produtos mais rentáveis e ingressar em nichos de mercado que não batam de frente com a catarinense Weg, maior fabricante brasileira no segmento.

Na segunda-feira, o diretor superintendente da Mundial, Michael Ceitlin, disse que o grupo vendeu a linha de motores porque ela tinha menor rentabilidade e pouca sinergia em relação aos produtos de consumo, de maior importância para o grupo. Segundo ele, a produção de talheres, cutelaria, tesouras, ferramentas, botões e ilhoses respondeu por 73% do faturamento do conglomerado em 2003.

Para a Metalcorte, a situação é inversa, explicou Voges. 'O principal motivo da compra é a sinergia com as outras duas plantas, o que dará mais competitividade aos motores elétricos', afirmou. A empresa distribui hoje cerca de 9 mil toneladas de aços planos da Acesita, CST, Vega do Sul e Usiminas, tubos de aço inoxidável da Acesita e 2,2 mil toneladas de fundidos. A fundição foi adquirida no ano passado da própria Mundial e ao longo de 2004 receberá investimentos de R$ 15 milhões.

Conforme Voges, a empresa pretende abrir o segundo turno de trabalho e ampliar em 30% o quadro atual de 543 empregados na fábrica de motores até o primeiro semestre de 2005. A nova operação deve ampliar também dos atuais 5% para até 20% a participação das exportações sobre faturamento bruto a participação ainda no primeiro trimestre do ano que vem. Hoje a Metalcorte exporta fundidos para Alemanha, Uruguai e África do Sul, enquanto os motores elétricos serão vendidos para mais de 20 países nas Américas e na Europa.

Autor(es): Valor

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