A Alcoa iniciou este mês a ampliação da unidade de produção de alumínio primário do Consórcio de Produção de Alumínio do Maranhão (Alumar), em São Luís. Até março de 2006, a unidade vai passar a produzir mais 63 mil toneladas anuais do metal, alcançando uma produção total de 430 mil toneladas por ano.

O projeto, que consiste na complementação da linha três de produção da redução (unidade em que se produz o alumínio), está avaliado em US$ 130,8 milhões. O empreendimento vai gerar 115 empregos diretos e 300 indiretos.

'A expansão só foi possível graças à renovação do contrato com a Eletronorte para fornecimento de energia por mais 20 anos', afirmou o presidente da Alcoa na América Latina, Josmar Verillo, que esteve ontem em São Luís para participar do segundo Painel Comunitário da Alumar. A renovação do contrato ocorreu em junho e prevê o fornecimento de 700 megawatts (MW)/hora de energia. O consumo atual é de 650 MW/hora.

Verillo afirmou ainda que o mercado mundial de alumínio está forte, o que suporta o investimento da Alcoa. Da nova produção, 80% vai ser destinada ao mercado externo (Europa e, principalmente, Estados Unidos). Os outros 20% são destinados ao mercado interno. O preço do alumínio também está satisfatório, em US$ 1,75 mil a tonelada, de acordo com a Bolsa de metais de Londres.

No momento a obra está na fase de terraplenagem da área onde vai ser erguido o prédio que vai abrigar mais 100 cubas de alumínio, totalizando 710 cubas na unidade de São Luís. 'Em dezembro vamos estar com 700 pessoas trabalhando na obra', destaca o diretor da Alumar, Nilson Pereira Sousa. De acordo com o cronograma, em janeiro de 2005 está prevista a cobertura das instalações prediais e em março a instalação dos equipamentos.

Segundo Nilson Sousa, até novembro, os primeiros 50 fornos deverão estar disponíveis para dar início ao ligamento das cubas, até alcançar a operação integral, em março de 2006. A Alumar também vai desenvolver programas de formação de mão-de-obra para recrutar as pessoas que vão trabalha na complementação da linha 3.

Este ano, a fábrica de alumínio da Alumar vai bater o próprio recorde de produção. A meta é chegar ao final de 2004 com 376 mil toneladas produzidas. Em 2003, a produção ficou abaixo das 371 mil toneladas produzidas em 2002, em virtude da paralisação de 250 cubas da linha 2 causada por um incidente que resultou em um incêndio. 'Este ano vamos alcançar a maior produção. A recuperação só foi possível graças à força de trabalho da nossa equipe que não mediu esforços', disse o gerente da redução, Nilson Ferraz, referindo-se à retomada do ritmo de produção depois do incidente. Cerca de 60% da produção é destinada ao exterior, escoada pelo porto do Itaqui, em São Luís.

A Alumar responde por 25% da produção nacional de alumínio e a Alcoa por 20% (com as unidades de São Luís e Poços de Caldas(MG)). O faturamento previsto da Alcoa na América Latina em 2004 é da ordem de US$ 750 milhões, o que representa 5% da fatia da empresa no mundo.

Também está em estudo a ampliação da refinaria da Alumar, projeto a ser viabilizado pelos outros sócios, BHP Billiton e Alcan. A previsão é acrescentar mais 2,2 milhões de toneladas de alumina, com investimentos previstos na ordem de US$ 800 milhões. Os estudos para ampliar a refinaria devem estar concluídos até o final do ano, segundo Verillo. A produção prevista de alumina para este ano é de 1,5 milhão de toneladas.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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