A companhia espera comercializar cerca de 180 milhões de tampas em um ano de atuação. A Alcoa CSI Brasil, divisão mundial da norte-americana Alcoa na fabricação de tampas plásticas e metálicas, vai começar a fabricar tampas plásticas de 26 milímetros para embalagens de garrafas PET de água mineral sem gás. A empresa está investindo cerca de US$ 750 mil neste projeto, principalmente para a compra de novas ferramentas de produção para a sua unidade industrial, localizada em Barueri (SP).

A mineradora começa a produzir as tampas no mês de outubro, e no mesmo mês já passa a disponibilizar o produto aos seus clientes, engarrafadores de água mineral sem gás. 'Em alguns meses os produtos com nossas tampas estarão nas gôndolas. No próximo verão esperamos que as tampas já estejam espalhadas no mercado brasileiro', disse o analista comercial da Alcoa CSI, Rodolfo Haenni. A mineradora, disse o executivo, espera atingir um volume de vendas de 180 milhões de tampas em seu primeiro ano de atuação nesse mercado. No segundo ano, espera vender 240 milhões de unidades.

Segundo Haenni, o País não conta com a fabricação de tampas deste diâmetro. 'Esse tipo de tampa é bastante utilizado na Europa e nos Estados Unidos', disse o executivo. As tampas são feitas de polipropileno (resina termoplástica), adquirida principalmente da Ipiranga Petroquímica, empresa do grupo Ipiranga e da Polibrasil, joint venture entre a Basell Polyolefins, maior produtora mundial de polipropileno, e o grupo Suzano. Denominada Sport Lok, a tampa consiste em uma única peça, com três entradas de rosca e um sistema antiviolação, que elimina o risco de contaminação de sabor ou odor no produto. O produto não possui vedante, por isso não pode ser usado para tampas de garrafas de água mineral gaseificadas.

Segundo o executivo, a mudança do gargalo de 28 milímetros para 26 milímetros propicia uma redução dos custos de produção às engarrafadoras, que, entretanto, precisam adaptar sua linha de produção para fazer a troca. 'A embalagem necessita de uma menor quantidade de matéria-prima para a produção da tampa e da garrafa', disse Haenni. O mercado de tampas plásticas de rosca movimentou 8,4 bilhões de unidades no Brasil em 2003, sendo que 70% foram absorvidas pelo segmento de refrigerante, 20% pelo setor de água mineral e 10% pelos demais segmentos, segundo a Datamark.

O mercado de água mineral - entre os anos de 1998 e 2003 - cresceu a uma taxa média anual de 11,3%, enquanto o de refrigerantes, por exemplo, cresce a uma média de 2,3% ao ano, no mesmo período. A Alcoa CSI, fundada em 1930, é líder mundial na produção de tampas para bebidas e equipamentos para encapsulamento, e possui uma capacidade de produção de cerca de 55 bilhões de tampas por ano, em 30 unidades operacionais e escritórios comerciais em 21 países. A Alcoa Alumínio, subsidiária da Alcoa, maior companhia mundial de alumínio, responde por cerca de 25% do alumínio produzido no Brasil, onde obteve um faturamento bruto de R$ 2,42 bilhões em 2003.

No mundo, o faturamento da Alcoa, fundada em 1888, atingiu US$ 22 bilhões em 2003. Além de tampas plásticas e metálicas, a Alcoa fabrica alumínio primário, alumina, extrudados, chapas, pó de alumínio e produtos químicos. Presente em 39 países, tem uma capacidade de produção de 4,5 milhões de toneladas anuais.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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