Segundo Instituto de Mineração daquele país, empresa se apresentou para participar de leilão. A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) voltou a investir na aquisição de ativos de cobre. A mineradora está entre os 10 grupos que se apresentaram para participar do leilão da reserva peruana Limamayo, conforme declarações do diretor do Instituto de Mineração, Geologia e Metalurgia do Peru (Ingemmet), José Machare, dadas à agência Reuters. A Vale concorrerá com grupos de porte como a australiana BHP Billiton, as canadenses Southwestern Resources e Inmet Mining e com a suíça Glencore International.

Será a terceira tentativa da mineradora, este ano, de ampliar ativos na área de cobre. Em agosto, a Vale participou da licitação para exploração de cobre no projeto Las Bambas, também no Peru, mas perdeu a disputa para a suíça Xstrata, que venceu a licitação com um lance de US$ 121 milhões, o triplo do valor mínimo e US$ 10 milhões a mais do que a proposta feita pela Vale.

Há poucos meses, a CVRD fez uma oferta de US$ 3,6 bilhões (US$ 2 bilhões em dinheiro mais US$ 1,6 bilhão em ativos de cobre em Carajás), exclusivamente, pelas participações de cobre e níquel da Noranda. As negociações com a Brascan, acionista da mineradora canadense, estavam adiantadas e previam um split (desmembramento de ações) de modo que a CVRD passasse a deter 64% do capital da empresa. Mas o processo mudou de rumo na reta final e a China Minmetals arrematou 100% do capital da Noranda.

Com a nova investida no setor, a Vale poderá deter o controle de uma reserva (a de Limamayo) com tanto cobre quanto o gigantesco depósito Las Bambas, que fica próximo à área a ser vendida. Estarão, também, na disputa as peruanas Atacocha e a Minera Ares. A consultoria PricewaterhouseCoopers representará uma empresa australiana, segundo Machare. Os consultores Arnaldo Leon y Asociados foram contratados por outro grupo participante do leilão e uma das empresas não identificadas se cadastrou, apenas, como Inversiones Maria Luisa.

A BHP está investindo US$ 20 milhões este ano no levantamento de reservas de cobre, parte em associação com empresas menores, na América do Sul, na África e na Ásia Central. O grupo também atua em colaboração com a estatal chilena Codelco para desenvolver uma maneira de recuperar cobre das reservas de sulfeto de cobre do país, segundo o presidente da divisão de metais básicos da BHP, Diego Hernández, ex-diretor da Vale.Segundo ele, a produção mundial de cobre precisará crescer cerca de 250 mil toneladas/ano para atender à demanda, em vista da desaceleração do crescimento da produção do Chile, o maior fornecedor mundial do metal. 'A dúvida é de onde virá o cobre', disse, completando: 'Estamos procurando em todo lugar.'

Atualmente, o Peru, país vizinho ao Chile e o segundo maior produtor sul-americano de cobre, é a principal área de desenvolvimento, embora os projetos sejam mais custosos do que os do Chile porque são localizados em áreas de mais difícil acesso, que envolvem a necessidade de construção de estradas e outras obras de infra-estrutura. A reserva Limamayo, distante 1.165 quilômetros de Lima, tem 17.600 hectares e está localizada entre Las Bambas e a mina Tintaya, da BHP Billiton.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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