Sistemas de purificação de águaO Programa Nacional de Avaliação da Qualidade das Águas – PNQA é um programa lançado pela Agência Nacional de Águas que visa a ampliar o conhecimento sobre a qualidade das águas superficiais no Brasil, de forma a orientar a elaboração de políticas públicas para a recuperação da qualidade ambiental em corpos d'agua interiores como rios e reservatórios, contribuindo assim com a gestão sustentável dos recursos hídricos.

A ANA (Agência Nacional de Águas) opera uma rede básica de qualidade de água que conta com aproximadamente 1.340 pontos em todo o país, onde são feitas análises de 4 parâmetros básicos da água (pH, oxigênio dissolvido, condutividade e temperatura) durante as campanhas de medição de vazão. Esses 4 parâmetros têm seus resultados obtidos automaticamente por meio de sondas multiparamétricas que são postas em contato com os corpos d’água, não necessitando de coleta, transporte e análise de amostras em laboratórios.

Todavia, somente esses 4 parâmetros não permitem que se avalie adequadamente a evolução da qualidade das águas brasileiras, sendo necessários outros parâmetros que requerem coletas de amostras e análises laboratoriais. Apesar do custo dessas análises nos laboratórios não ser elevado, os custos de logística (coleta, armazenamento e transporte de amostras) muitas vezes são, tendo em vista a grande distância entre os pontos de coleta e os laboratórios. Para reduzir esses custos é necessário que se agregue os Estados ao Programa, para que eles auxiliem no monitoramento e utilizem seus resultados.

Por sua vez, nem todos os Estados brasileiros têm condições de monitorar a qualidade de suas águas, seja pelos elevados custos da logística envolvida, seja pela ausência de pessoal capacitado para a tarefa.

Purificação de águaNão existem procedimentos padronizados no Brasil para coleta e preservação de amostras de qualidade de água. Como consequência, duas amostras retiradas num mesmo trecho de rio podem apresentar resultados distintos, se realizadas por diferentes instituições. Por isso, é necessário padronizar os procedimentos de coleta e de preservação de amostras para que as informações possam ser comparáveis.

Daí a necessidade de se estabelecer freqüências e parâmetros mínimos de monitoramento, em acordo com as Unidades da Federação.

No estado de São Paulo, o monitoramento da água potável que chega às casas é feito pela SABESP.

Se um usuário quer garantir a qualidade da água potável ele pode contatar o seu fornecedor de água para obter um relatório anual da qualidade da água, que todos os fornecedores de água são obrigados a disponibilizar. Muitas vezes, esses relatórios são publicados on-line e são de fácil acesso.


No entanto, estas regras valem apenas garantir que a água é segura a partir da fonte fornecedora. Às vezes, a água ainda pode ser contaminada pelo encanamento da casa, especialmente se os canos são muito antigos, quando o chumbo não era visto como um perigo.

Purificação de água

Se um usuário desejar purificar a água fornecida à sua casa ou empresa, o método mais eficaz é a purificação da água química. Embora a água fervente (destilação) pode remover bactérias e purificadores de água a base de carbono no agregado familiar pode remover contaminantes determinados, eles não podem limpar completamente a água insalubre. Na verdade, os fornecedores de água usam uma variedade de métodos para purificar a água que fornecem a um município ou uma comunidade. Como resultado, há uma ampla gama de técnicas de purificação da água. Dentro do Estado de São Paulo, a SABESP é responsável pelo tratamento de água, e é divida em estações de tratamento de água (ETA’s). Os seguintes métodos são utilizados na íntegra ou em parte, como componentes de um sistema completo de purificação de água.

Pré-cloração – Primeiro, o cloro é adicionado assim que a água chega à estação. Isso facilita a retirada de matéria orgânica e metais.

Pré-alcalinização – Depois do cloro, a água recebe cal ou soda, que servem para ajustar o pH* aos valores exigidos nas fases seguintes do tratamento.

Fator pH –O índice pH refere-se à água ser um ácido, uma base, ou nenhum deles (neutra). Um pH de 7 é neutro; um pH abaixo de 7 é ácido e um pH acima de 7 é básico ou alcalino. Para o consumo humano, recomenda-se um pH entre 6,0 e 9,5.

Coagulação – Nesta fase, é adicionado sulfato de alumínio, cloreto férrico ou outro coagulante, seguido de uma agitação violenta da água. Assim, as partículas de sujeira ficam eletricamente desestabilizadas e mais fáceis de agregar.

Floculação – Após a coagulação, há uma mistura lenta da água, que serve para provocar a formação de flocos com as partículas.

Decantação – Neste processo, a água passa por grandes tanques para separar os flocos de sujeira formados na etapa anterior.

Filtração – Logo depois, a água atravessa tanques formados por pedras, areia e carvão antracito. Eles são responsáveis por reter a sujeira que restou da fase de decantação.

Pós-alcalinização – Em seguida, é feita a correção final do pH da água, para evitar a corrosão ou incrustação das tubulações.

Desinfecção – É feita uma última adição de cloro no líquido antes de sua saída da Estação de Tratamento. Ela garante que a água fornecida chegue isenta de bactérias e vírus até a casa do consumidor.

Fluoretação – O flúor também é adicionado à água. A substância ajuda a prevenir cáries.

Autor(es): Flávio Saraiva

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