Ataques no setor petrolífero no Delta do Níger devem crescer em 2011A incerteza política na Nigéria deve continuar a ameaçar a infra-estrutura de segurança petrolífera onshore e offshore no Delta do Níger, uma região densamente povoada. De acordo com o relatório divulgado pelos analistas de segurança do setor de Inteligência de Risco dinamarquês, em 2010 houve por volta de 58 incidentes de segurança relacionados com a pirataria em águas costeiras da Nigéria, contra 91 incidentes relatados em 2009 e 114 em 2008.

Os analistas afirmam que isso é devido, em parte, à ineficácia de um programa de anistia do governo e uma divisão entre os grupos rebeldes. "O desenvolvimento anuncia um retorno à pirataria" comercialmente "dirigida e definitiva para a formação de um crime organizado relacionado ao abastecimento ilegal como uma fonte de financiamento para as comunidades e gangues", disse o relatório, acrescentando que os ataques comercialmente motivados tendem a aumentar neste ano.

Segundo o relatório, no ano de 2010, aconteceram 18 ataques de sequestro por resgate em comparação com apenas oito incidentes nas plataformas e navios em 2009 e 2008. Os principais alvos de ataques de piratas na Nigéria no ano passado foram a produtos petroleiros e navios de abastecimento, com 11 e oito incidentes relatados, respectivamente.

Cinco petroleiros, duas plataformas- sondas e um navio flutuante de produção, armazenamento e descarregamento de petróleo e gás também foram atingidos no ano passado. O relatório também destaca que espera que os ataques insurgentes relacionados à pirataria em torno da Delta diminua durante as eleições estaduais e nacionais que acontecerão em abril deste ano.

As eleições "devem distrair as gangues", salientou o relatório. No entanto, a previsão é que os riscos da pirataria e sequestros de transportes marítimos e ativos offshore, incluindo as plataformas e os FPSOs irão aumentar novamente após as eleições, já que os grupos armados buscam novos fluxos de receita.

O foco de militantes permanecerá em terra e nos pântanos, onde os destinos são amplos e de fácil acesso, diz o relatório. Mas a maioria dos ataques offshore envolve sequestros por resgate, uma tendência que também está sendo observada no país vizinho, Camarões.

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