DuPont perde status fiscal favorável na Argentina O governo da Argentina revogou a situação fiscal favorável das operações locais da DuPont na sequência das alegações de que uma subsidiária argentina da DuPont estaria mantendo alguns trabalhadores, que atuam da área rural, em condições adversas e com salários abaixo da média. Há preocupação com os encargos de cerca de 140 trabalhadores rurais supostamente forçados pela subsidiária da DuPont, a companhia Pioneer, a trabalhar em condições precárias na região dos pampas da Argentina Central.

As autoridades destacam que a DuPont "não pode usufruir dos benefícios (fiscais) se estiver ligada a uma empresa que explora os seus trabalhadores e os força a trabalhar de uma maneira desumana", disse Ricardo Echegaray, um oficial da Agência Federal Fiscal argentina. Ainda sobre a DuPont, Echegaray afirmou que a empresa "deixou de ser um operador de confiança", frisou ele.

O funcionário fiscal fez seus comentários após as acusações virem à tona, ressaltando que a Pioneer, fabricante de cereais, estaria forçando os trabalhadores a trabalhar nas lavouras de soja e milho para a realização da colheita por salários baixíssimos. A Pioneer, subsidiária da DuPont, é considerada líder global em desenvolvimento de sementes agrícolas.

Os agentes do Governo que documentaram o caso asseguraram ter encontrado evidências chocantes de abuso, incluindo o fato de que os trabalhadores estavam alojados em barracos miseráveis, sem eletricidade e sem condições adequadas de higiene.

Os trabalhadores recebiam um magro salário de cerca de 97 pesos argentinos (25 dólares americanos); no entanto, parte desse montante foi retido como garantia contra a possibilidade de danos às plantas durante a colheita.

Fonte: Industry Week

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