Nesta segunda-feira, 21, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, participou de um evento no Rio de Janeiro, o seminário “Cenários da economia brasileira e mundial em 2011", organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na sede da Firjan. Durante o seminário, Gabrielli comentou as projeções sobre a matriz energética mundial, salientando que até 2030 ela não terá grandes mudanças e ainda contará com o predomínio das fontes de energia como o carvão, o petróleo e o gás natural.

A utilização de fontes alternativas de energia, com base neste cenário, que hoje gira em torno de 13%, conta com estimativa de crescimento de até 16%. Mesmo com a forte demanda, a partir de 2015, por automóveis elétricos, a gás natural e hídricos, a comercialização desses veículos em todo mundo ainda será menor que o considerado ideal.

Um dos principais destaques dados por Gabrielli durante sua apresentação foi a necessidade de expansão do parque nacional de refino com o objetivo de suprir a demanda do mercado interno. Segundo ele, no ano de 2010, a demanda por petróleo e demais produtos derivados no Brasil se elevou em 10%. “A última refinaria brasileira foi erguida na década de 80. No entanto, realizamos a maior descoberta de reservas petrolíferas dos últimos 15 anos no mundo recentemente. Isso significa, por exemplo, que o Brasil já se encontra no limite da capacidade interna de produção de gasolina".

De acordo com o presidente da Petrobras, os avanços tecnológicos em relação à geração de energia deverão elevar a eficiência energética. Considerando este panorama, a tendência é que ocorra uma grande transformação da demanda em termos globais, mas que será menor escala em países da Europa, além do Japão e dos Estados, Unidos. Contudo, a mudança será mais intensa no Brasil, China e Oriente Médio.

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Editora

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