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Riscos de acidentes nucleares

Dois dos maiores acidentes nucleares em toda a história da humanidade aconteceram em Chernobyl, na Ucrânia (antiga União Soviética), na década de 70, e mais recentemente no Japão.

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Riscos de acidentes nuclearesOs principais riscos de acidentes nucleares, ou riscos associados à energia nuclear, decorrem dos efeitos sobre a saúde humana devido à alta radiação. Essa radiação é composta de partículas subatômicas que viajam próximo à velocidade da luz - 186, 000 quilômetros por segundo. Estas partículas podem penetrar profundamente no interior do corpo humano e provocar grandes danos às células, servindo como um gatilho para o início do câncer, por exemplo. Se estas mesmas partículas atacarem as células sexuais, há grande probabilidade de surgirem doenças genéticas em descendentes.

Dois dos maiores acidentes nucleares em toda a história da humanidade aconteceram em Chernobyl, na Ucrânia (antiga União Soviética), na década de 1970, e mais recentemente no Japão, onde houve explosões em usinas nucleares devido a um tsunami. Mesmo em menor proporção, o valor contendo radiação já oferece muitos riscos à população local.

Efeitos da radiação nuclear

A radiação ocorre naturalmente no meio ambiente. Durante longos anos, a população tem sido atingida por 15 mil partículas de radiação em cada segundo, partículas essas provenientes de fontes naturais. Mesmo assim, este fato não representa um enorme perigoso, porque a probabilidade de uma partícula da radiação entrar em um corpo humano para causar um câncer ou uma doença genética é de apenas uma chance em 30 quintilhões.

Acidente nuclearA tecnologia de geração de energia nuclear produz materiais que são ativos em emissores de radiação e são, portanto, chamados de "radioativos". Estes materiais podem entrar em contato com as pessoas, principalmente em decorrência de acidentes em centrais nucleares, acidentes no transporte de materiais radioativos e vazamentos de resíduos radioativos provenientes de sistemas de confinamento.

Todas essas causas, em conjunto, acabam por expor a população mundial, especialmente as que estão mais próximas às usinas nucleares, em cerca de 0,2% da exposição à radiação natural. Como a radiação natural causa cerca de 1% de todos os cânceres, segundo estimativas, a radiação, devido à tecnologia nuclear deverá eventualmente aumentar os riscos de câncer em 0,002% (uma parte em 50.000), reduzindo a expectativa de vida da população ainda mais.

Tem havido muitos equívocos sobre doenças genéticas devido à radiação. Esses riscos ainda são um pouco menos do que os de incidência de câncer. Por exemplo, entre os sobreviventes japoneses de Hiroshima e Nagasaki, houve cerca de 400 mortes a mais por câncer entre as 100.000 pessoas no grupo que receberam acompanhamento, mas não houve nenhum aumento na incidência de doenças genéticas entre os seus descendentes.

Como não há nenhuma maneira possível de as células do organismo humano distinguirem entre a radiação natural e a radiação da energia nuclear das indústrias, o corpo humano não consegue desenvolver formas de defesa contra novos tipos de doenças genéticas ou má formações.

Muito pode ser feito para evitar a morte e as doenças genéticas utilizando a tecnologia atualmente disponível. Se 1% dos impostos pagos pela indústria nuclear fossem usados para implementar essa tecnologia, 80% dos casos de doenças genéticas poderiam ser evitadas pelos acidentes na indústria nuclear.

Resíduos radioativos

Os resíduos radioativos provenientes da indústria nuclear devem ser isolados do contato com as pessoas por períodos de tempo muito longos. Os resíduos radioativos devem ser manuseados com muito cuidado para evitar contaminações. Estes "resíduos de alto nível" são convertidos para uma forma de rocha e ficam alojados no subsolo. A vida média de uma rocha em um ambiente como esse é de um bilhão de anos.

Acidente nuclear no Japão

Acidente nuclear no JapãoO terremoto de magnitude 8,9 no Japão está causando problemas em pelo menos um dos cinco conjuntos de reatores nucleares, e as autoridades fecharam 10 das 55 unidades do país. A pressão vinha crescendo dentro do reator de n º 1 na unidade de Fukushima, uma das regiões mais atingidas pelo tsunami, na parte nordeste do Japão, uma das maiores plantas nucleares do mundo. Isso significa que arrefecimento a água não está chegando ao núcleo do reator, causando um acúmulo de vapor dentro do vaso de contenção.

O problema, segundo relatos da mídia japonesa, é uma perda de eletricidade da rede para as bombas que levam água para o sistema de refrigeração. Os geradores a diesel que deveriam fornecer energia de emergência, nesse caso, não puderam ser utilizados, de acordo com o Fórum Industrial Atômico do Japão, mas haverá substituições de geradores na usina.

Como medida de precaução, o governo japonês declarou estado de emergência nuclear e pediu que as pessoas que vivem dentro de um raio de três quilômetros da unidade sejam evacuadas do local, e as pessoas que vivem dentro de um raio de 10 quilômetros permaneçam dentro de casa.

Como arrefecer um reator nuclear

O resfriamento ou arrefecimento de um reator nuclear é simples, mas exige muitos cuidados, cálculos e planejamentos: um sistema de resfriamento leva água até o núcleo do reator e transfere o calor para outro compartimento. A reação em cadeia faz com que o reator possa ser desligado em questão de segundos. Mas o material radioativo contido no núcleo continuará a gerar o calor por muito tempo. A menos que exista um mecanismo para remover o vapor radioativo, este vapor pode acumular-se e, eventualmente, danificar o combustível radioativo do reator.


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