Os terremotos no Japão não só abalaram as estruturas emocionais da população, como também afetaram a construção civil e proporcionaram verdadeiros “tremores econômicos” em razão dos prejuízos causados à produção global, incluindo desde produção de peças para aviões até aos iPads e seus componentes eletrônicos.

Com portos, aeroportos, estradas e fábricas desativados em todo o Japão, o governo previu "um impacto considerável sobre uma vasta gama de atividades econômicas no país". Nesta terça-feira, 15 de março, o pânico levou as ações na Bolsa de Tóquio a apresentarem quedas de até 10,55 pontos percentuais devido às preocupações à em relação crise nuclear. As vendas no país também tiveram queda, assim como a produção. Todo esse medo se deve aos níveis elevados de radiação perto de uma usina nuclear atingida pelo terremoto, gerando explosões e incêndio.

A crise levou algumas fabricantes japonesas, como a Sony e a Toyota, a formarem uma grande estoque de produtos e peças “encalhadas”, depois que foram forçadas a interromper a produção no país.

O fabricante de peças para reatores, Toshiba, teve seu lucro reduzido em 16% em 14 de março. O banco DBS de Singapura estimou que o terremoto e o tsunami custariam à economia do Japão mais de US $ 100 bilhões, equivalente a cerca de 2% do seu produto interno bruto.

E as “ondas pessimistas” estão apontando para uma nova crise na economia global. O Japão fabrica mais de 40% de componentes eletrônicos do mundo, de acordo com a corretora CLSA. Mas em detrimento de todo o caos em que vive o país, desde o dia 11 de março, a produção desses itens teve grande queda, já que muitas fábricas foram atingidas e tiveram de suspender as operações.

A Toyota, maior montadora do mundo, “suspendeu a produção em todas as suas fábricas e em suas subsidiárias de produção de veículos no Japão, no período de 14 a 16 de março”, disse a empresa. "Nós continuamos a dar prioridade ao apoio aos esforços de socorro nas regiões afetadas. “Também queremos assegurar que os membros da nossa equipe, os funcionários da filial e os fabricantes de veículos em nossos fornecedores, além de todos os respectivos familiares, estejam seguros", acrescentou a empresa em comunicado.

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