A chanceler alemã Angela Merkel prometeu em 17 de março que a Alemanha iria acelerar a transição para geração de energias renováveis, como uma "medida de saída" da dependência da energia nuclear, após os eventos ocorridos no Japão neste mês.

"Queremos atingir a Era das energias renováveis o mais breve possível. Esse é o nosso objetivo", disse a chanceler ao Parlamento durante um discurso inflamado, que atraiu vaias da oposição, indicando a profundidade da importância sobre o assunto.

Merkel, ex-ministra do Meio Ambiente na Alemanha, pediu uma medida de saída de emergência, a fim de interromper a geração de energia de forma nuclear e disse que "tudo seria colocado sob avaliação microscópica", durante um estudo de três meses para analisar o futuro da política energética na Alemanha. No entanto, ela enfatizou que os reatores da Alemanha estão "entre os mais seguros no mundo".

Em 14 de março, ela anunciou uma moratória de três meses em planos aprovados no ano passado para adiar por mais de uma década (até meados de 2030), quando o último dos 17 reatores nucleares alemães estará desligado.

Em 15 de março, ordenou o encerramento temporário das mais antigas plantas nucleares da Alemanha; no total, foram sete reatores nucleares, embora as autoridades conduzam testes de segurança. Pelo menos uma foi desativada para o bem. "Quando o impossível acontece, aparentemente, em um país altamente desenvolvido como o Japão, então a situação muda totalmente", disse ela.

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