GE defende projeto de usina nuclearA General Electric rejeitou as recentes notícias de possíveis deficiências no projeto na Mark 1, que é responsável por cinco dos seis reatores instalados na central de Fukushima, e que agora estão ameaçados pelos riscos de derretimento após as falhas nos sistemas de refrigeração, ocasionadas pelo terremoto e pelo subseqüente tsunami na região.

A GE defendeu a sua expertise de 40 anos na fabricação de reatores nucleares em meio à crise nuclear no Japão, dizendo que as questões iniciais abordadas sobre a segurança do reator tinham sido repensadas e planejadas pela empresa.

"O Mark I atende todos os requisitos regulamentares e tem um bom desempenho por mais de 40 anos", disse a empresa. "Os projetos de contenção da Mark I foram modificados em 1980 para atender às melhorias na tecnologia e às mudanças de requisitos regulamentares. Todas essas mudanças exigidas pelas entidades reguladoras têm sido implementadas”, disse a empresa.

Usina nuclearA GE não revela se o Mark 1 foi concebido de forma suficiente para suportar a cadeia de acontecimentos naturais que prejudicaram a usina atômica de Fukushima Daiichi. O terremoto de nove pontos na escala Richter foi considerado arrasador, e o tsunami, igualmente devastador, ocasionando o fechamento das plantas e a falha dos sistemas de refrigeração.

"Nós acreditamos que é muito cedo para saber especificamente o que aconteceu em cada um dos reatores em Fukushima Daiichi", disse. “As explosões foram atribuídas ao acúmulo de hidrogênio em quatro das unidades de Fukushima, e os vasos de contenção nos reatores de números dois e três foram sido danificados, mas aparentemente não se romperam”.

Em 18 de março, a agência de segurança nuclear japonesa elevou o nível de vazamento de radioatividade em Fukushima de quatro para cinco na escala internacional de gravidade de acidentes nucleares, considerando que o máximo é o nível sete.

"A função de arrefecimento foi perdida com o acidente e os núcleos de três reatores foram danificados”, de acordo com um porta-voz da Agência de Segurança Industrial e Nuclear. "As partículas radioativas continuarão a ser liberadas no meio ambiente”, finalizou.

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