Toyota e Nissan retomam produção no JapãoA Toyota e a Nissan afirmaram nesta quinta-feira, 07 de abril, que deverão reiniciar a produção nas montadoras nacionais neste mesmo mês, após a fabricação de veículos ser interrompida devido ao maior terremoto registrado no Japão, ocorrido em 11 de março.

Além das duas montadoras, a concorrente Honda também pretende retomar a produção, embora, assim como as outras empresas, também conte com a previsão de uma produção 50% menor dos que os níveis habituais. No último dia 31 de março, a Honda disse que pretendia reiniciar o funcionamento de todas as plantas no próximo dia 11 de abril. As três empresas estarão produzindo veículos até 18 de abril.

Nissan A Toyota começará a operar suas fábricas a partir do turno da manhã, do período de 18 de abril até 27 de abril, segundo informou um porta-voz da companhia. As plantas ficarão ociosas para o feriado da Semana de Ouro, em maio, como acontece todos os anos, conforme salientou uma porta-voz, acrescentando que nenhuma decisão tinha sido feita sobre a agenda do pós-feriado no país. A rival Nissan disse que também irá retomar a produção na fábrica a partir de 11 de abril.

"Quando visitei os concessionários, fornecedores e nossas próprias fábricas, ouvi o desejo das pessoas de normalizar as operações nas instalações. É isso que me incentivou a retomar nossas operações", ressaltou o presidente da Toyota, Akio Toyoda. "Há ainda problemas com fornecimento de peças. Mas vamos tentar melhorar isso para que possamos construir o maior número de veículos possível e entregá-los aos nossos clientes na data prevista".

O plano de reiniciar surge como uma alavancagem para a Toyota, que em 06 de abril foi ameaçada com um rebaixamento de seu rating de crédito de longo prazo pela Moody's. A Moody's comunicou que classificou a Toyota no rating Aa2 - a terceira maior em uma escala de 19 - em revisão para um possível rebaixamento, um mês após a Standard & Poor's adiar sua avaliação sobre a montadora. A agência alertou que a produção da Toyota não voltaria ao normal por "meses" e citou a dependência do fabricante de automóveis em um mercado japonês, que deverá ser afetado pela fraca confiança do consumidor após as catástrofes.

Embora a Toyota já tivesse reiniciado a produção dos modelos de veículos Prius e outros modelos híbridos da Lexus após o terremoto de magnitude 9,0, outras 16 plantas ficaram ociosas em meio a uma crise de fornecimento de componentes e suprimentos.

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