A Toyota enviou comunicado nesta quarta-feira, 13 de abril, informando que vai suspender temporariamente a produção em cinco fábricas europeias durante vários dias nos meses de abril e maio, devido à escassez de peças após o terremoto de 11 de março no Japão.

A Toyota salientou que as plantas industriais na Grã-Bretanha, Turquia, França e Polônia também devem operar em “volume reduzido ao longo do mês de maio, a fim de gerir da melhor forma o fornecimento de peças disponíveis". A Toyota se uniu a seus concorrentes japoneses Nissan e Honda nos planos de reduzir a produção na Europa.

A maior montadora do mundo disse que cerca de três fábricas de produção de veículos, localizadas em Burnaston, na Inglaterra, Adapazari Onnaing, na Turquia e na França, serão afetadas pelos problemas de produção mais recentes, em decorrência da falta de peças e componentes oriundos do Japão. A fabricação de motores nas instalações de motores em Jelcz-Laskowice, na Polônia, e em Deeside, no País de Gales, também ficará interrompida.

A montadora Toyota explicou que oito dias entre o período de 21 de abril e 02 de maio foram agendados para a paralisação das operações, mas isso coincidiu com alguns feriados previamente planejados em algumas instalações.

"Mesmo que a maioria das nossas peças seja proveniente de fornecedores europeus, nós estamos passando por problemas na nossa cadeia de fornecimento devido à situação no Japão", afirmou Didier Leroy, diretor executivo da Toyota Motor da Europa. "Ao ajustar a nossa produção na Europa, estamos nos adaptando à situação atual, embora não tenhamos interrompido completamente nossas entregas dos veículos aos nossos clientes".

A montadora já havia dito que vai suspender todas as operações de saída na maioria de suas 14 fábricas na América do Norte por quatro a cinco dias úteis neste mês de abril, informando, inclusive, que irá suspender as operações nas Filipinas, de segunda à quarta-feira da próxima semana, devido à escassez de peças.

A empresa afirmou na semana passada que a produção em suas fábricas no Japão seria reiniciada a partir de 18 de abril até 27 de Abril, com 50% do ritmo normal. As paradas de produção atingiram o fabricante de automóveis num momento em que a empresa estava se recuperando de uma crise que colocou a qualidade de seus veículos em questão.

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