Panasonic pode cortar 17 mil empregos em dois anosA gigante japonesa do setor eletrônico, a Panasonic, afirmou em 27 de abril que deverá cortar mão de obra em nível global em dois anos, uma redução de cerca de 17 mil cargos, em uma tentativa de racionalizar as suas operações. Os planos da empresa também incluem gastos de cerca de R $ 1,9 bilhão nos próximos dois anos na reestruturação de uma unidade para aumentar a sua competitividade global.

No começo deste mês, a Panasonic anunciou o fechamento das negociações de compra de ações da Sanyo e da Panasonic Electric, que se tornaram subsidiárias integrais da Panasonic, com sede em Osaka. Os cortes de empregos significam uma redução de 10% no quadro de funcionários da Panasonic, que desde março de 2010 já havia cortado 17.650 vagas, no momento em que a companhia mantinha 384.586 empregados. O objetivo é que até 2013, a empresa conte com 350 mil funcionários.

O presidente da empresa, Fumio Ohtsubo, disse que a Panasonic deve integrar algumas operações com o intuito de aumentar a competitividade do grupo. "Estamos planejando agilizar os negócios em sobreposição aos negócios da Sanyo", frisou Fumio.

Ohtsubo não entrou em detalhes sobre como os empregos serão demitidos, mas a mídia local informou que a empresa iria oferecer incentivos em prol da reformulação antecipada, principalmente em bases de produção no exterior, bem como aos funcionários em sua sede.

Ohtsubo afirmou que a empresa preparou-se para tempos difíceis após o terramoto de 9,0 graus de magnitude e do tsunami ocorridos em 11 de março, eventos naturais que devastaram a região norte do Japão, lar de muitos fabricantes de componentes eletrônicos no Japão. Ele salientou que os desastres certamente deverão derrubar as vendas da Panasonic no trimestre de abril-junho em "centenas de bilhões de ienes".

"O terremoto atingiu diversas empresas de fabrico de materiais e dispositivos que são difíceis de substituir", afirmou Ohtsubo. "É difícil recuperar (a cadeia de abastecimento), em um curto espaço de tempo", disse ele. Ohtsubo acrescentou que os pedidos de clientes estrangeiros para a verificação de que os produtos Panasonic não estavam contaminados com a radiação pode atrasar a recuperação da cadeia de abastecimento.

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