Fornecimento inédito de motores de média tensão a prova de explosãoO primeiro fornecimento da WEG de três motores de média tensão a prova de explosão vai para a Argentina. Os motores, de 6.000v, 4 pólos e 50Hz, foram vendidos para a Intecnial, uma empresa ao norte do Rio Grande do Sul fabricante de equipamentos para a indústria de processamento de sementes de soja.

“A Intecnial é quem faz o fornecimento da solução completa para a Argentina: os motores equipam aparelhos denominados Dessolventizador-Tostador (DT): dois de 650 HP vão para a empresa T6 Industrial e um, de 850 hp, para a Oleaginosa San Lorenzo”, afirma Roberto Carlos Coradini, analista de vendas da WEG. Ambas estão em processo de instalação de novas unidades de processamento de soja que devem iniciar as operações em março de 2005.

Os motores são produzidos na Europa e comercializados no Brasil pela WEG Máquinas. “É imprescindível que sejam a prova de explosão, já que estarão expostos à área de risco num ambiente com solvente (hexano)”, afirma o engenheiro Cláudio Fleig, assessor técnico da divisão elétrica da Intecnical.

“Motores de média tensão a prova de explosão são produzidos na unidade da WEG em Portugal (WEG Euro), pois esta possui tecnologia e certificação para fabricação dessa linha”, complementa Coradini.

A Oleaginosa San Lorenzo pretende processar 10 mil toneladas por dia de soja e a T6, 14 mil. De acordo com Saulo Ramos, gerente da divisão de óleos da Intecnial, a indústria de processamento de soja pode obter, além dos produtos básicos (óleo e farelo), a casca e a lecitina de soja. “Na Argentina, a produção gira principalmente em torno no farelo; por isso essas empresas optam pela expansão”, explica.

“Para chegar a esses produtos, a semente de soja é preparada em flocos que são encaminhados para um equipamento chamado Extrator; nele, os flocos se juntam a um solvente específico (hexano). Uma parte do hexano extrai o óleo dos flocos, formando uma solução líquida chamada miscela (óleo+hexano); a parte que permanece impregnada aos flocos forma uma massa (farelo + hexano + umidade + óleo residual) que vai para o Dessolventizador-Tostador (DT), onde o solvente hexano é separado do farelo por evaporação. Além da separação do hexano do farelo, este deve ser tostado, para eliminar certas enzimas. E é por isso que o equipamento tem esse nome: ele retira o solvente (dessolventiza) e tosta”, explica o engenheiro Paulo Paraíso, da Universidade Estadual de Maringá, no Paraná.

Os motores WEG serão instalados dentro dos DTs fornecidos pela Intecnial às empresas na Argentina.

Autor(es): Marketing - WEG

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