Os fabricantes de automóveis da Europa estão tendo de enfrentar a crescente concorrência dos rivais na China e, em resposta, estão expandindo seus negócios agressivamente, comprando montadoras estrangeiras, adquirindo tecnologia e criando fábricas e redes de empresas concessionárias em toda a Ásia, Oriente Médio e Europa Oriental.

Dois anos depois de uma recessão econômica mundial, as montadoras europeias se recuperaram e esperam ampliar ainda mais os lucros para os próximos anos, como é o caso da montadora alemã Volkswagen, que hoje tem o objetivo de ser a líder da indústria no setor automotivo, e a Fiat, que busca esculpir sua marca global.

Livres de suas obrigações de reembolso dos auxílios estatais e aproveitando, as montadoras renovaram suas perspectivas para o resto do ano fiscal de 2011. A Volkswagen alemã reportou um crescimento triplicado nos lucros nos três primeiros meses de 2011. O montante de 1,71 bilhões de euros (EUA $ 2,5 bilhões) foi alcançado com a venda de dois milhões de carros, um novo marco para a maior montadora da Europa. Só para se ter idéia, em 2010, a empresa lucrou 473 bilhões de euros.

O diretor de Finanças Dieter Poetschda VW disse que a alta nos lucros impulsionou o grupo a ultrapassar a General Motors e a Toyota e se tornar a montadora líder global em 2018.

Com relação a 2011, o presidente Martin Winterkorn, que alavancou as fortunas da montadora Volkswagen desde que assumiu, em 2007, disse: "A Volkswagen posicionou-se no mercado de forma muito satisfatória e bem rapidamente em 2010, e é desta forma que pretendemos nos manter este ano".

A montadora Daimler, parceira da VW, também foi bastante beneficiada no primeiro trimestre do ano de 2011 em relação ao seu lucro líquido, graças à demanda crescente na China, onde a classe média em ascensão começa a adquirir os carros de luxo Mercedes-Benz e os caminhões pesados produzidos pela montadora, atendendo às exigências de construção. A montadora informou que o lucro líquido saltou para 1,18 bilhão de euros (US$ 1,75 bilhão) no primeiro trimestre, em comparação com os 612 milhões de euros no mesmo período de 2010.

Um dos mais notáveis players no setor automotivo, a Fiat deu mais um passo para se juntar às principais montadoras do mundo em um acordo de US $ 1,3 bilhão e aumentar sua participação na unidade da Chrysler nos EUA para 46%.

A montadora, mais conhecida por suas marcas de carros esportivos, Ferrari e Maserati, em grande parte, voltadas para o mercado interno e para um nicho de mercado muito específico, não se furtou em exibir suas ambições, declaradas pelo CEO da companhia, Sergio Marchionne.

Fiat assumiu a gestão da Chrysler depois que saiu da concordata em 2009, contando, atualmente, com participação de 30%. A Chrysler sofreu uma implosão de vendas de automóveis nos Estados Unidos. A Fiat deu a Chrysler o acesso à tão necessária tecnologia de carros pequenos e, em troca, a Chrysler ofereceu algumas redes de distribuição que faltavam ao fabricante italiano, principalmente nos Estados Unidos.

Nos últimos meses, Marchionne também sugeriu mudar a sede da Fiat de Turim para Detroit, provocando a ira dos políticos da Itália e dos sindicatos. Embora os fabricantes de automóveis se mostrem otimistas em relação aos seus negócios, alguns problemas ainda atormentam o setor, incluindo uma potencial escassez de componentes críticos depois do devastador terremoto e do tsunami no Japão em março deste ano, destruindo as empresas japonesas produtoras de componentes.

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