A demanda global por aço deve aumentar em 2011-2012, graças à China e aos mercados emergentes, segundo a OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - afirmou em um relatório divulgado nesta segunda-feira, 16, mas advertiu que a subida dos preços e as preocupações climáticas podem inviabilizar essa tendência.

Os processo de urbanização e edificação, assim como o crescimento das economias emergentes, devem pressionar a demanda por aço em mais de 6% anuais este ano e também no próximo, disse o relatório publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

"Os governos e a indústria terão que explorar meios políticos para assegurar um aprovisionamento seguro, previsível e acessível" para os produtores, acrescentou. O setor de construção civil e as atividades produtivas na China se desenvolveram para acompanhar a segunda maior economia do mundo, onde uma classe média em expansão também elevou o consumo de carros.

Enquanto isso, a produção de aço no Japão, o maior exportador do mundo de aço, está perto de voltar aos níveis normais desde 11 de março, quando aconteceram o terremoto e do tsunami, de acordo com o que consta no relatório, acalmando os temores de uma crise de abastecimento.

"No geral, o impacto sobre a indústria japonesa é considerado menor do que o inicialmente temido", disse a OCDE. "No longo prazo, as obras de reconstrução deverão gerar demanda adicional de aço e, consequentemente, acelerar a taxa de crescimento econômico do Japão", acrescentou a OCDE.

Autor(es):
Editora

facebook      twitter      google+

Economia
 Veja todas as noticias e artigos relacionados a Economia