A notícia de que o Brasil perdeu 6 posições no ranking global de competitividade não foi recebida com surpresa pelos representantes do setor elétrico. “O acesso a energia não é o problema, pois temos condições favoráveis. A questão é que não estamos sabendo usar bem o recurso e isso tem um peso enorme na competitividade”, pondera o presidente da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (ANACE), Carlos Faria.

Para o executivo da ANACE, a expansão do mercado livre de energia e a isonomia entre o Ambiente de Contratação Regulado (ACR) e Ambiente de Contratação Livre (ACL) poderiam ter grande impacto no índice de competitividade do País. “Como ocorre em outros países, o setor produtivo é quem ganharia com a concorrência entre o mercado cativo e o mercado livre”, observa.

“A energia é um insumo que tem um peso muito grande na composição de custos da cadeia produtiva e qualquer medida que reduzisse esse custo, beneficiaria os consumidores e teria impacto positivo na competitividade”.

Além desses fatores, o presidente da ANACE, destaca o impasse sobre a carga tributária como um ponto fraco do Brasil. A redução da carga tributária é uma unanimidade nacional. “Nunca vi ninguém contra a redução da carta tributária, mas também não avançamos nesse quesito”, afirma.

Carlos Faria ainda lembra que, durante a última campanha presidencial, a redução dos impostos e tributos foi uma das bandeiras do atual governo. “E hoje, nós, representantes dos consumidores de energia, estamos em campanha contra a prorrogação da RGR e não temos nenhuma garantia de êxito”.

Autor(es): Assessoria de Imprensa

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