A gigante do varejo Wal-Mart anunciou na última terça-feira,23, que pretende abrir até 20 pontos de venda (megalojas) de atacado na Índia até o final de 2012, aumentando suas operações no país.

A joint venture entre a varejista americana Wal-Mart e a indiana Bharti Enterprises Ltd, agora conta com quatro lojas no estado de Punjab, além de mais duas lojas, uma em Rajastão e outra em Madhya Pradesh. "Planejamos abrir oito a 10 lojas neste ano, e quase o mesmo número de lojas no próximo ano”, disse o chefe executivo da Bharti Wal-Mart, Raj Jain.

A empresa pretende construir uma parceria com os 15 milhões de estabelecimentos comerciais familiares que compõem 95% do cenário do varejo da Índia, o que pode atenuar a forte oposição aos varejistas estrangeiros.

A Wal-Mart vem tentando se firmar na Índia, onde a entrada de varejistas multinacionais, juntamente com o crescimento dos hipermercados domésticos, tem sido fatores observados com desconfiança da população local em meio a temores que as lojas familiares serão afetadas pela expansão das grandes redes de varejo.

O grande benefício que a gigante Wal-Mart e outros varejistas estrangeiros, como o grupo varejista britânico Tesco estão atrás, é a liberalização total do mercado varejista da Índia.

A Wal-Mart pretende vender diretamente para clientes indianos, uma vez que desenvolve novos pontos de venda em face à saturação dos mercados ocidentais e da Índia, com sua população de 1,2 bilhões, agigantando as aspirações da empresa no país.

Sob estritas regras de investimento estrangeiro na Índia, não são permitidas alianças estratégicas no setor de varejo com empresas estrangeiras - com a exceção das lojas de marcas como a Nokia ou a Reebok - para proteger os players de mercado locais.

Grupos estrangeiros como a Wal-Mart só podem ser atacadistas e devem fazer parceria com empresas nacionais. Questionado sobre quando a empresa espera ser lucrativa a partir de seus investimentos nas operações na Índia, Jain disse: "No varejo de desconto, você precisa construir uma escala massiva para os negócios se tornarem rentáveis”. E ainda acrescentou: "Pode levar vários anos. Nosso foco na Índia, agora, é ganhar escala. Rentabilidade não virá em um curto prazo, mas no médio e longo prazos".

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Editora

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