A siderurgia mundial atingiu um ponto que torna necessária uma reflexão sobre seu futuro. O movimento de consolidação do setor, que ganhou novas proporções a partir de outubro, quando as indianas LNM e Ispat se uniram e anunciaram a aquisição da ISG, criando a Mittal Steel - uma gigante com capacidade de produção superior a 60 milhões de toneladas anuais -, coloca um desafio à frente, avalia o presidente da Usiminas, Rinaldo Campos Soares. Na opinião dele, as empresas precisam pensar onde vão aplicar o fluxo de caixa que estão acumulando.

"As empresas vão usar esse cash flow para aumentar a oferta de produtos, o que pode contribuir para a redução dos preços e uma nova superoferta, ou vão ser inteligentes para usar esse caixa para agregar valor e ganhar tecnologia?", questiona.

Soares lembra que há pouco mais de um ano a principal discussão do setor era como reduzir a superoferta no mundo, o que passava pelo fechamento das usinas obsoletas. "A pergunta que está por aí é como a siderurgia vai utilizar este momento favorável para que possa ter uma sobrevida sustentável, com rendimentos mais adequados", defende. Na opinião do presidente da Usiminas, a hora é de investir em tecnologia, agregar valor aos produtos, remunerar melhor os acionistas - corrigindo distorções anteriores - e, ao mesmo tempo, ajustar os balanços, de forma a ter empresas mais saudáveis.

Autor(es): Diário do Comércio

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