Brasil deverá ter 30 usinas hidrelétricas até 2020De acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia 2020 (PDE), divulgado pelo Ministério de Minas e Energia no último dia 03 de junho, até 2020, o Brasil deverá contar com cerca de 30 usinas hidrelétricas, que terão como missão produzir 19 mil megawatts (MW) de energia. Desse número, vinte e quatro ainda se encontram na dependência de autorização e a previsão de começar é de que comecem a operar em 2016; as outras seis já foram autorizadas e devem entrar em funcionamento em 2018.

O documento, a ser encaminhado à consulta pública até o dia 1º de julho, presume o planejamento energético brasileiro até o ano de 2020, visando a orientar as determinações do governo em prol do atendimento à demanda de energia, que cresce exponencialmente, e à necessidade de infraestrutura do segmento de energia

Usinas hidrelétricas Com base no Plano Decenal de Expansão de Energia 2020, que estabelece uma média do crescimento do consumo de energia elétrica de 4,6% ao ano, entre 2010 e 2020, a expansão do setor de geração de energia, entre 2011 e 2020, só será possível com o aporte de R$ 190 bilhões. Somente para as novas usinas, serão destinados R$ 100 bilhões, considerando que as hidrelétricas terão um aporte de 55% desse valor e as demais usinas eólicas, usinas movidas a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas receberão por volta de 45% do valor do investimento total. Para a transmissão de energia, os investimentos totais entre 2011 e 2020 devem ser de cerca de R$ 46,4 bilhões, sendo R$ 30 bilhões em linhas de transmissão e R$ 16,4 bilhões em subestações.

Ainda segundo o PDE, para 2020, a demanda total de etanol estimada chega aos 73,3 bilhões de litros, sendo crucial o desenvolvimento da capacidade industrial existente atualmente, e isto envolve a ampliação da produção nas usinas já operantes quanto a construção de novas usinas hidrelétricas. O estudo aponta que os investimentos indispensáveis ao processo de desenvolvimento do setor devem ser de aproximadamente R$ 90 bilhões até 2020. Segundo a pesquisa, cabe destacar que, para suprir a demanda no médio prazo, será preciso investir mais em toda a cadeia produtiva, que foi afetada por estiagens no ano passado e pela alta do preço do açúcar no mercado internacional.

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