BP quer cessar pagamento às vítimas do Golfo do México "Os dados econômicos atuais não sugerem que os requerentes individuais e empresariais enfrentam um risco significativo de perda futura causado pelo derramamento de petróleo em águas profundas no Golfo do México", disse a BP.

A BP pretende parar de pagar a maioria das pessoas afetadas pelo maciço vazamento de petróleo em 2010 no Golfo do México, com a explosão da plataforma Deepwater Horizon, provocando riscos potenciais de danos futuros, segundo um documento divulgado em 8 de julho pela companhia de petróleo e gás, uma vez que a empresa considera a recuperação total da região.

A indústria do turismo está crescendo, todas as empresas pesqueiras federais reabriram e as capturas de camarão tem sido abundantes, informou a petrolífera BP. "Os dados econômicos atuais não sugerem que os requerentes individuais e empresariais enfrentam um risco significativo de perda futura causado pelo derramamento de petróleo em águas profundas no Golfo do México", disse a BP em um documento de 29 páginas apresentado à Organização de Reivindicação da Costa do Golfo, que está trabalhando com os pedidos de indenização.

Explosão da plataforma Deepwater HorizonA gigante britânica do setor de petróleo e gás é responsável por cobrir os custos da limpeza, restaurando o dano, pagando enormes multas ambientais e compensando as pessoas cujos meios de vida foram afetados pelo maior derramamento de petróleo marítimo na história.

Centenas de quilômetros de frágeis zonas úmidas costeiras e praias foram contaminadas e um terço das águas do Golfo estava imprópria para a pesca após o 20 de abril de 2010, em decorrência da explosão que matou 11 trabalhadores e afundou a plataforma Deepwater Horizon.

No momento em que o poço foi tampado 87 dias depois à explosão, 4,9 milhões de barris (206 milhões de litros) de óleo já havia jorrado para fora do poço, localizado a mais de 2.000 metros abaixo da superfície do mar, na costa da Louisiana. A BP estimou em seu último relatório trimestral que o vazamento acabaria por custar 41,3 bilhões de dólares e advertiu sobre a "incerteza significativa" em torno da exposição máxima da empresa.

Autor(es):
Editora

facebook      twitter      google+

Petróleo & Gás
 Veja todas as noticias e artigos relacionados a Petróleo & Gás