Uso do polônio na energia nuclearO polônio é um elemento químico radioativo extremamente instável que se constitui como parte do processo de enfraquecimento do elemento rádio, um outro elemento radioativo. Pelo fato de que o polônio faz parte do processo de enfraquecimento do rádio, é às vezes chamado de rádio F. Esse elemento aparece em pequenas quantidades na natureza, normalmente em minérios de urânio. O elemento polônio é utilizado também no setor industrial, mas por causa de sua radioatividade, este mineral está mais ligado à indústria de energia nuclear.

A instabilidade deste elemento faz com que seja difícil para os cientistas identificarem suas propriedades químicas, conta com uma forma sólida em forma pura e parece ter uma estrutura cristalina física. É tipicamente classificada como um metalóide, e como se poderia imaginar, é altamente tóxico devido à sua radioatividade. Na tabela periódica dos elementos, o polônio está sob a nomenclatura Po, e tem um número atômico de 84.

A descoberta de polônio é creditada à cientista Marie Curie, em 1898, tendo dado o nome de polônio ao mineral descoberto por ela em homenagem a sua terra natal, a Polônia. Curiosamente, o nome de polônio é realmente enraizado em protestos políticos, uma vez que a Polônia não existia como nação independente naquele momento, e Curie queria chamar a atenção para a situação do país. Em última análise, a Polônia tornou-se independente em 1918, apenas para ser anexada pela Rússia durante a era comunista. Curie, então, recebeu dois prêmios Nobel por seu trabalho com os elementos polônio e rádio, uma em 1903 e outra em 1911. Suas contribuições à ciência ficaram imortalizadas no elemento radioativo cúrio, uma alusão ao nome Curie.

Polônio na energia nuclearNos laboratórios, o polônio é usado como uma fonte de nêutrons para experimentos. Pode ser produzido a partir do bombardeamento de um isótopo de bismuto com partículas alfa; o polônio produzido através desta prática também é usado em reatores nucleares para a geração de energia em plantas atômicas. O elemento também aparece em alguns dispositivos que são projetados para reduzir ou eliminar a estática, e muitas vezes é utilizado na fabricação de velas de ignição também.

Este elemento é extremamente tóxico; a exposição a uma quantidade surpreendentemente pequena pode ser mortal. Como resultado, as pessoas que trabalham com polônio devem ser muito cuidadosas ao manusear o elemento, a fim de minimizar sua exposição. Neste contexto, o uso de equipamentos de segurança especiais é sempre indicado. O polônio existente naturalmente na Terra não é considerado perigoso, uma vez que o elemento é tão raro e que contribui com uma quantidade muito pequena de radiação. No entanto, uma vez que o elemento se concentra em vários órgãos vitais, é importante monitorar a exposição e os riscos de envenenamento.

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