O consórcio formado pela Embraer e a European Defense and Space Company (EADS) foi declarado o vencedor no processo de privatização da OGMA - Indústria de Aeronáutica de Portugal S.A. (OGMA). O consórcio Embraer/EADS adquirirá 65% do capital da OGMA do governo português pela quantia de € 11,4 milhões.

Com esta finalidade, a Embraer e a EADS criaram a AIRHOLDING SGPS, S.A., controlada pela Embraer com participação acionária de 99%, enquanto que a EADS tem 1% do seu capital. A participação da EADS nesta empresa poderá atingir no futuro até 30%. A conclusão do negócio está sujeita à aprovação final das autoridades antitruste nacionais competentes e isto é esperado dentro dos próximos 60 dias.

Com o anúncio, a Embraer expande a sua presença na Europa por meio de uma marca reconhecida como líder mundial em uma variedade de operações aeroespaciais, inclusive manutenção e produção. A OGMA tem se dedicado a aeronaves e a manutenção de componentes de aeronaves, reparos e produção desde 1918, tendo prestado serviços a clientes importantes de todo o mundo.

"A OGMA construiu um nome e uma reputação alicerçada na excelência e superioridade dos serviços prestados desde sua criação. Estamos orgulhosos por adquirir uma fatia majoritária do capital desta prestigiada empresa, o que permitirá a expansão dos horizontes da Embraer dentro da União Européia com uma identidade local, e também a melhor servir a nossa crescente base de clientes neste mercado estratégico", disse Maurício Botelho, diretor-presidente da Embraer.

A OGMA é uma das mais importantes representantes da indústria aeronáutica européia, oferecendo serviços que vão desde a manutenção e reparo de aeronaves civis e militares, passando pela manutenção de motores, fabricação de componentes estruturais, manutenção e suporte à engenharia.

Seus principais clientes militares são a Força Aérea Portuguesa, a Força Aérea e a Marinha dos Estados Unidos, a Agência de Manutenção e Suprimento da OTAN, as Marinhas da Noruega e Holanda, além da Força Aérea Francesa. No lado comercial, a OGMA vem prestando serviços a empresas aéreas como a TAP, Portugalia, British Midland e Luxair, e também para companhias como a Embraer e Rolls-Royce.

Além de trabalhos na área de manutenção, a OGMA fabrica componentes estruturais e materiais compostos para a Boeing, Airbus, Lockheed Martin e Pilatus, entre outras. Atualmente, a OGMA emprega cerca de 1.700 pessoas e suas vendas em 2003 totalizaram € 107 milhões.

Autor(es): Usinagem Brasil

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