A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), que está entre os maiores fornecedores de manganês e ligas do mundo, vai investir em uma nova usina para aumentar em 25% sua capacidade de produção de ferro-ligas, que hoje é de quase 600 mil toneladas por ano. O minério é utilizado na fabricação do aço. A construção da nova unidade industrial, em Minas Gerais, deverá ter investimentos da ordem US$ 150 milhões.

Voltada para atender o mercado interno, a produção deverá ser instalada na região do Vale do Aço, onde estão instaladas grandes siderúrgicas como Usiminas, Belgo-Mineira e Acesita. O local exato ainda foi definido, segundo informou ontem o diretor de finanças da companhia, Fábio Barbosa. A idéia é colocar a nova usina de ferro-ligas em operação em 2008, com capacidade instalada entre 100 mil e 150 mil toneladas por ano.

O anúncio oficial do empreendimento foi feito ontem em Belo Horizonte, em solenidade no Palácio da Liberdade, pelo presidente da CVRD, Roger Agnelli. O executivo apresentou ao governador Aécio Neves o plano de investimentos para Minas Gerais em 2005.

O Estado ficará com US$ 1,083 bilhão dos US$ 3,332 bilhões que a empresa aplicará no país neste ano. "Minas Gerais é realmente o Estado onde a Vale do Rio Doce produz o maior volume de minério de ferro e é de onde a gente exporta o maior volume", afirmou o presidente.

A ampliação da produção em minas de minério de ferro no Estado (Brucutu, Fábrica Nova, Itabira, Fazendão e Fábrica) aumentará em 61 milhões de toneladas por ano a produção da Vale. Os investimentos nestas ampliações somarão US$ 348 milhões.

Roger Agnelli confirmou ontem a decisão de construir uma nova pelotizadora de ferro, a segunda em Minas, conforme já havia anunciado em dezembro. O investimento de cerca de US$ 350 milhões será realizado pela controlada MBR e garantirá uma produção adicional de pelotas de 3,4 milhões de toneladas/ano.

A prioridade para a pelotizadora da MBR será atender o mercado, especialmente as siderúrgicas mineiras. A Vale conta com possíveis expansões das siderúrgicas para consumir a produção. O excedente será exportado. "Com este investimento vamos consolidar a posição de maiores exportadores de pelotas do mundo", comentou o diretor de finanças. Os estudos técnicos da nova pelotizadora estão sendo concluídos para que a proposta seja submetida à aprovação do conselho de administração da MBR.

Outro projeto confirmado ontem foi a expansão das atividades na mina de minério de ferro de Andrade, mina da Belgo-Mineira que foi assumida pela Vale. O plano é elevar a produção dos atuais 1,5 milhão de toneladas por ano para 8 milhões de toneladas por ano. Pelo contrato de arrendamento, a prioridade de atendimento nesta mina é para a própria siderúrgica.

Na visita a Belo Horizonte, os diretores da Vale assinaram ainda contrato com a Usiminas Mecânica para a fabricação de 300 vagões. Esta é a segunda encomenda da CVRD a Usiminas Mecânica, empresa controlada pela siderúrgica Usiminas. A fabricante já entregou outros 100 vagões em julho de 2004.

Autor(es): Valor Online

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