A Embraer do Brasil informou que está dando os toques finais sobre os planos de transformar sua fábrica na China com o objetivo de produzir aviões executivos. "Estamos finalizando um acordo com o grupo chinês Avic Internacional Leasing”, disse o Vice-Presidente da Embraer, Marco Tulio Pellegrini.

Pellegrini destacou que a empresa chinesa tem apresentado um interesse expressivo em jatos executivos brasileiros. A Embraer mantém uma fábrica na cidade de Harbin, onde constrói o modelo de jato executivo ERJ-145 com capacidade para 50 lugares, mas também têm planos de converter essa instalação para produzir o Legacy 650, com 14 lugares de capacidade.

“A China tem uma demanda reprimida (para jatos executivos). Devemos aproveitar o momento", disse Pellegrini. De acordo com projeções da Embraer, a China representa um mercado para aeronaves executivas de 14.000 milhões dólares de agora até 2020. Em comparação, o mercado brasileiro é avaliado em US $ 6 bilhões.

O governo brasileiro também está buscando negociações com autoridades chinesas para que a Embraer possa construir aviões comerciais com 120 assentos. A Embraer prevê uma resposta até o final do ano, disse um porta-voz.

A empresa é a terceira maior fabricante de aeronaves comerciais do mundo, depois da Boeing e da Airbus. Em 2010, vendeu 101 aviões comerciais e 145 jatos executivos.

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