A suíça Xstrata Plc., maior exportadora mundial do carvão empregado pelas centrais de geração de energia elétrica, obteve a aprovação do presidente do Tribunal de Contas da Austrália, Peter Costello, para sua oferta de aquisição hostil da WMC Resources, no valor de US$ 6,6 bilhões. O presidente do tribunal tem que sancionar qualquer oferta de uma companhia estrangeira. A Xstrata deu garantias, inclusive de que consultará o governo sobre as vendas de urânio, caso a proposta seja aprovada, disse Costello.

As ações da WMC, com sede em Melbourne, foram negociadas a um valor superior ao oferecido pela Xstrata, devido a especulações de ofertas concorrentes de empresas como o Rio Tinto Group ou a BHP Billiton. As ações da WMC subiram 2,8%, para US$ 7,70 (dólares australianos) na Bolsa da Austrália.

A Xstrata ofereceu US$ 7,20 (dólares australianos) por ação em dinheiro. 'Concluí que o governo australiano não tem objeções à pretendida aquisição, pela Xstrata, de todas as ações emitidas da WMC Resources', disse Costello. Outros pretendentes à compra da WMC terão de passar pelo mesmo processo de avaliação, ele afirmou.

O conselho administrativo da WMC se recusou a endossar a oferta da Xstrata e disse que procurará outros candidatos. 'Nossa recusa se baseou no retorno aos acionistas e não no interesse nacional', disse Troy Hey, porta-voz da companhia. A compra da WMC transformaria a Xstrata na sexta maior produtora mundial de cobre, a partir do 11 posto que ocupa atualmente. A empresa não produz níquel e urânio.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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