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O que é comércio livre

Comércio entre países pode ajudar a desenvolver a economia ou às vezes ter o efeito reverso, eliminando empregos e prejudicando o meio ambiente

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O que é comércio livreQuando um comerciante ou fabricante faz negócios com outros países, sua atividade se torna comércio internacional. As mesmas variáveis do comércio interno valem: benefício mútuo, criação de riqueza, win-win. Mas a questão é polêmica: o comércio exterior pode causar desemprego por conta da concorrência estrangeira. 


Antes da Segunda Guerra Mundial, os acordos comerciais entre as nações foram, na maior parte bilaterais, ou seja, entre duas partes. Na época, as nações escolhiam seus aliados e favoritos, uma atitude que muitas vezes resultou em tratamento injusto para alguns países. O resultado de todos estes acordos bilaterais foi uma colcha de retalhos internacional de altas tarifas destinadas a proteger certos setores da economia, aumentar receitas para os governos e, em especial, o cumprimento de interesses especiais. No final, os benefícios do livre comércio não se concretizaram e os países se dedicaram ao isolacionismo e ao protecionismo.

Após a guerra, representantes das maiores nações do mundo industrializado (exceto os países comunistas) se reuniram em Bretton Woods, New Hampshire, EUA, para resolver os problemas econômicos que eram muitas vezes a causa de conflitos internacionais. Embora a conferência tenha resultado na criação do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, foi incapaz de produzir uma organização comercial para incentivar a cooperação internacional, o que foi bastante conveniente para os Estados Unidos.

Em 1947, muitas nações, incluindo os Estados Unidos, se juntaram e formaram o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT). O objetivo era reduzir tarifas e outras barreiras comerciais, para que os países participantes pudessem igualmente usufruir dos benefícios do livre comércio. Através de uma série de negociações, ou rounds, que muitas vezes levavam anos para serem concluídas, as tarifas foram significativamente reduzidas e houve ampliação do comércio internacional na segunda metade do século XX.

Várias organizações foram desenvolvidas para incentivar o comércio livre internacional. A União Europeia (UE) e o Acordo Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA) são exemplos notáveis. Ambos têm sido eficazes no aumento do comércio entre os seus vários membros.

O crescimento do comércio internacional foi acompanhado por um aumento nos padrões de vida entre os membros do acordo. Em 1995, com um fim bem-sucedido para a Rodada Uruguai de negociações do GATT, o GATT tornou-se a Organização Mundial do Comércio (OMC). Do GATT e, posteriormente, da OMC, mais e mais países se tornaram adeptos de tarifas mais baixas e menos barreiras ao comércio. Como resultado, o comércio internacional continuou a se expandir e muitas nações têm colhido os benefícios. Por exemplo, desde a adesão à UE e na abertura ao comércio internacional, a Irlanda deixou de ser um dos países mais pobres da Europa para um dos mais ricos.

O que é comércio livreMuitas pessoas criticam o comércio internacional. Entre elas estão os ambientalistas, sindicatos, ativistas de direitos humanos e políticos preocupados com a soberania.
Os defensores do meio ambiente têm reservas sobre o comércio internacional. A preocupação maior é que, conforme os países se especializam, a produção vai se concentrar em países que têm menos regulamentação para proteger o ambiente contra a poluição e a destruição do planeta.

Os sindicatos se opõem ao livre comércio com o fundamento de que a produção se desloca para países que pagam salários baixos, que têm pouca ou nenhuma representação sindical e, portanto, isso representa um impacto negativo na sociedade como um todo.

Ativistas de direitos humanos, muitas vezes se opõem ao livre comércio como porque a prática estimula países onde as condições são miseráveis ​​e muitas vezes desumanas, não existe segurança do trabalho e onde os empregados não têm os mesmos direitos e privilégios que os trabalhadores das nações industrializadas.

Políticos e eleitores preocupados com a perda da soberania nacional muitas vezes se opõem a acordos de livre comércio com a justificativa de que decisões que afetam a nação estão sendo tomadas por um organismo internacional e não passando diretamente pelo povo. Todos esses detratores divulgam suas preocupações e se tornaram influentes nas negociações da OMC.

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