porto de santosO Porto de Santos, com sua área de 2.372 km quadrados, é hoje o maior porto da América Latina. Com a descoberta do potencial de petróleo e gás na Bacia de Santos, o Porto de Santos vai precisar se ajustar às novas necessidades econômicas da região e do Brasil. A avaliação é do engenheiro José Manoel Santos, superintendente da diretoria de planejamento estratégico da Companhia Docas do Estado de SP (Codesp), em palestra na última edição da Santos Offshore.

Atualmente, as principais atividades do porto são atender o parque industrial de Cubatão, além da atividade portuária nacional e turismo. Sua importância para a economia nacional se estende por todo o território brasileiro: 32% da balança comercial do Acre passa pelo Porto de Santos, por exemplo. Por volta de 26% da balança comercial do Brasil sai do cais santista.

A modernização começou em 1993, com a Lei dos Portos e a transferência da atividade portuária para a iniciativa privada. O arrendamento de áreas se deu, principalmente, a partir de 1997, com a Libra Terminais. Hoje, 95% das áreas estão arrendadas. Até 2020, a previsão é de 200 milhões de toneladas em movimentação. Este ano (2011), deve fechar com 100 milhões de toneladas.

O porto precisa de novas instalações para enxofre, adubos e derivados de petróleo. A demanda de carga gera uma fila de espera para navios serem liberados e embarcarem e desembarcarem mercadoria.

As alternativas de expansão de terminais em Guarujá, São Vicente, Vicente de Carvalho, Cubatão já estão sendo trabalhadas pela diretoria da Codesp. A companhia está desenvolvendo um planejamento socioeconômico para analisar quais localidades seriam melhores para cada tipo de carga (contêineres, líquidos e sólidos).

O estudo leva em conta estimativa de capacidade, custos de implantação, avaliação ambiental, custos de operação e manutenção, medida da viabilidade econômica para cada tipo de carga (EVM), acessibilidade rodoviária, ferroviária e alguma parte aquaviária. Também é necessária uma adequação de mão-de-obra e de cultura empresarial.

Já foi contratada uma empresa para fazer o estudo de navegação interior nas hidrovias da Baixada Santista, como é muito frequente em portos da Europa. Já existem alguns terminais remotos em volta do Porto de Santos.

Estão programados (e alguns já em curso) investimentos em ampliação de armazéns, construção de píeres, reforço do berço da Ilha Barnabé (para navios de maior comprimento poderem transitar), passagem inferior (ligação seca) no Valongo, etc. Tudo isso faz parte de um grande plano estratégico do desenvolvimento do Porto de Santos.

Para a parte de offshore, está reservada uma faixa estreita próxima a Vicente de Carvalho, guardando para estaleiros e para granel líquido. Há demanda por novos estaleiros e base de apoio offshore brasileiro, especialmente em São Paulo.

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