Nos EUA, fábricas crescem menos do que em 2010As fábricas dos Estados Unidos continuaram a expandir a produção industrial em outubro, mas o crescimento tem sido extremamente lento, de acordo com a última pesquisa mensal do setor.

O relatório da ISM Manufacturing registou um nível de 50,8, (na escala da ISM) em comparação a 51,6 no mês anterior. Níveis acima de 50 significam crescimento. O número ficou muito aquém das expectativas do mercado, que esperavam chegar a 52 em outubro.

A atividade industrial americana tem permanecido tímida desde julho, de acordo com as pesquisas, em contraste com a rápida expansão observada em 2010, quando eram comuns níveis entre 55 e 60 na pesquisa.

Mas o setor de manufatura ainda não está em recessão, apesar dos temores de uma nova crise na economia.

A última pesquisa, considerada animadora pelos especialistas, sugere que as fábricas viram em outubro crescimento em suas novas encomendas pela primeira vez em três meses.

A pesquisa também revelou que uma queda no preço dos insumos, tais como metais e combustíveis, foi relatado por uma maioria de empresas. Foi a primeira vez que os preços de matérias-primas baixaram desde maio de 2009, na última grande crise dos Estados Unidos.

Isso sugere que a queda acentuada no preço dos commodities, particularmente de metais industriais, visto no comércio internacional desde o fim do primeiro semestre, está começando a beneficiar as empresas dos EUA.

"Os detalhes não são tão ruins quanto o título sugere", disse Richard Dekaser, economista da empresa de consultoria responsável pelo estudo, Grupo Parthenon.

Na visão global, o sentimento de crise levou as empresas a gerenciar de forma conservadora. "Você tem a situação da zona do euro de mal a pior. As empresas estão mantendo os estoques baixos”, diz Dekaser.

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