A Ferramentas Gerais (FG), maior distribuidora nacional de suprimentos industriais e de serviços destinados a manutenção, Reparo e Operação (MRO), fechou a compra da concorrente Metalsolda - Comercial e Distribuidora, de São José do Rio Preto (SP). O presidente da FG, Jorge Logemann, define a compra como um negócio de ocasião e 'um atalho no projeto de crescimento da empresa no Brasil'. Os valores da transação não foram revelados.

Segundo Logemann, a aquisição vai facilitar e penetração da FG na região noroeste do estado de São Paulo, que ele considerava um pouco desassistida. A expressão atalho é utilizada porque a empresa gaúcha, controlada pelo grupo SLC, tinha para este ano, no seu plano de expansão, somente a abertura de duas filiais em Contagem (MG) e Salvador (BA), no mês de maio.

Com o negócio fechado ontem, a FG passa a contar com o quarto ponto de varejo no Brasil. Os demais estão localizados em Porto Alegre (onde fica a matriz), em Joinville (SC) e em Curitiba (SC). Em Itu (SP), assim como ocorrerá em Minas e na Bahia, existe apenas um centro de distribuição e uma equipe de vendas. Em São José do Rio Preto, a loja e o centro de distribuição já com a marca da FG devem ser inaugurados em três meses. A idéia é também reforçar a equipe local de vendas.

A Metalsolda, com 15 anos de atuação no mercado, trabalha nas áreas de comercialização e distribuição de itens para consumo industrial, oficinas mecânicas, construção civil, ferramentas, máquinas, equipamentos e produtos para solda. A empresa, com cerca de 8 mil clientes, teve ano passado um faturamento na ordem de R$ 10 milhões. Para este ano, Logemann acredita ser possível atingir a cifra de R$ 12 milhões.

'Essa unidade vai ter, para a gente, uma atuação complementar no estado de São Paulo. Ela atende a cidades de um raio de até 200 quilômetros de São José do Rio Preto, sul de Minas, Mato Grosso do Sul e Goiás', diz Logemann. Entre as vantagens estratégicas da nova controlada está, pela localização, a possibilidade de atender com baixo custo as regiões norte e nordeste do estado.

Em São Paulo, onde a FG está presente desde 2002, a previsão para este ano é obter um faturamento de até R$ 40 milhões, o dobro do resultado de 2003. Os antigos controladores permanecerão com a comercialização e distribuição de produtos para as áreas hospitalar e de solda (oxigênio e EPI''s). 'É uma área em que não atuamos e representava cerca de 10% do faturamento da empresa', esclarece Logemann, que garante não haver, no momento, possibilidade de novas aquisições.

A FG teve em 2003 um faturamento de R$ 496 milhões e pretende chegar este ano a R$ 580 milhões. Com atuação ainda muito centrada na região Sul, a empresa tem planos para abrir pelo menos uma unidade em cada estado até 2010. Também existe a possibilidade do ingresso na Argentina.

O plano da FG para se tornar uma companhia nacional se apóia na abertura de uma média de duas novas filiais por ano. Para 2005, a intenção é entrar no Rio de Janeiro. Depois, os próximos estados devem ser Goiás e Mato Grosso.

Para Logemann, uma das principais razões do crescimento da empresa é a extensa linha de produtos - um diferencial em relação às concorrentes. O mix da Ferramentas Gerais conta com 300 mil itens, oriundos de 1,5 mil fornecedores. Dos 1,5 mil funcionários, 500 são vendedores.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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