crise na itália: possível divisão da zona do euroAs ações das bolsas de valores mundiais atingiram sua máxima baixa nas últimas três semanas e o euro caiu junto nesta quinta-feira, com os receios de aprofundamento da crise da zona euro e a instabilidade do cenário político e econômico na Itália.

A Itália, que tomou o lugar da Grécia como a maior fonte de preocupação dos investidores em todo o globo, vai oferecer até 5 bilhões de euros em contas de curto prazo do Tesouro, com vencimento em novembro de 2012, em um teste importante para a capacidade de Roma para se auto-financiar.

A crise da economia do euro, que já dura dois anos, estimulou temores de uma divisão na zona da União Europeia, que não se pode dar ao luxo de resgatar a Itália.

Autoridades da UE disseram à imprensa que os governos francês e alemão estão debatendo a possível divisão da zona do euro.

Os pobres resultados corporativos dos setores financeiro e industrial também pesam na decisão da França e da Alemanha. No terceiro trimestre, o lucro líquido do terceiro maior banco da França, o Credit Agricole (CAGR.PA), caiu 65% na carona das perdas de dívidas soberanas da Grécia.

A empresa de eletroeletrônicos Siemens, da Alemanha (SIEGn.DE), um termômetro para a maior economia da zona do euro, apresentou aumento menor do que o esperado de 11% em seu dividendo para o ano inteiro, depois que seu lucro operacional trimestral ficou abaixo das expectativas.

O Índice MSCI World caiu 1,25% para bater seu mais nível mais baixo desde 21 de outubro. O índice caiu quase 10% desde janeiro. As ações europeias caíram 1,2% enquanto as ações emergentes MSCIEF perderam mais de 3%.

O petróleo Brent caiu 0,5% para 111,83 dólares o barril.

"Estamos pessimistas em relação à zona do euro, mas vemos o apoio constante para os países europeus vindos do Oriente Médio e da Ásia", diz Ankita Dudani, estrategista na RBS Global Banking.

A moeda sofreu sua maior queda diária em 15 meses na quarta-feira depois de os rendimentos dos títulos italianos de 10 anos atingirem máxima acima de 7%, nível em que o custo de financiamento de uma dívida de mais de 2 trilhões de euros é visto como insustentável.

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