Petrobras diz que vazamento em Frade não afeta produçãoO recente vazamento de óleo do campo de Frade, operado na Bacia de Campos pela empresa Chevron, não afetará exploração e produção de petróleo e gás na região do pré-sal. É o que diz a empresa estatal de petróleo, Petrobras.

"Depois (do vazamento do Golfo do México no ano passado),  todas as agências nacionais em todo o mundo mudaram regulamentos a respeito da perfuração offshore e as exigências aumentaram. Acredito que as exigências estão aqui para ficar. Fizemos paradas por causa disso (novo regulamento). O que nós estamos trabalhando agora é para ter mais visibilidade em matéria de inspeções, para que possamos reduzir paradas não-planejadas ", afirmou Eduardo Molinari, executivo da empresa, em webcast realizado ontem.

Em um comunicado divulgado na terça-feira, a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) disse que a Chevron estima que o derramamento, ocorrido em 13 de novembro,  tenha 163km quadrados cobertos com 521-882 barris na superfície. A Chevron opera Frade com uma participação de 51,75%, enquanto a Petrobras detém 30% e o Japão, o resto.

"Paradas não-planejadas nas operações da Petrobras cresceram no terceiro quadrimestre e têm levado à perda de 44 mil barris/dia, em média, ao longo do ano", disse o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

Os custos de extração também aumentaram durante o trimestre, atingindo US $ 22,31 bilhões, em comparação com US $ 18,46 bilhões no mesmo período do ano passado.

A capacidade de extração total da Petrobras nos primeiros nove meses do ano foi de R$ 51 bilhões (US $ 29 bilhões), 10% a menos que no ano passado. As despesas de extração e produção, no entanto, mantiveram-se estáveis em relação ao ano anterior, de acordo com a empresa.

"Se tudo correr bem, vamos produzir mais de 2,2 milhões de barris por dia, em média, em dezembro", disse o executivo, durante o webcast.

Danos em Frade

Enquanto isso, a ong SkyTruth, especializada em interpretação de fotos de satélites para a proteção do meio ambiente, afirma que o problema no campo Frade pode ser dez vezes pior do que o divulgado pela Chevron.

A análise das imagens do satélite Modis/Aqua, da Nasa mostram que a mancha de óleo aparentemente vinda do poço Frade tem 2.379 km quadrados. A Chevron anunciou na terça-feira (15 de novembro) que fechou o poço na superfície, como medida de segurança, e atualmente está no processo de vedar e abandonar o poço.

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