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A ofensiva da CSN para costurar uma fusão com Usiminas

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Nos últimos meses de 2004, antes de costurar o acordo para comprar a participação da família Rabinovich no grupo Vicunha, o empresário do aço Benjamin Steinbruch tentou outro ousado movimento. Seu objetivo então era concretizar, à sua maneira, a esperada megafusão do setor siderúrgico. Se tivesse sido bem-sucedido, praticamente dobraria o tamanho do negócio que comanda com mãos de ferro, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

O alvo de Steinbruch era a Usiminas. O empresário fez fortes investidas para tentar adquirir uma posição acionária importante no bloco de controle da sua rival no mercado de aços planos. O interlocutor escolhido para representar os interesses de Steinbruch foi o Banco Pactual, segundo relatos de executivos que participaram de algumas das conversas.

Por meio do banco, o empresário chegou a fazer ofertas para vários dos grupos que detêm ações ordinárias na Usiminas. Entre os principais acionistas do bloco de controle da siderúrgica mineira estão Nippon Steel, Votorantim, Camargo Corrêa, Bradesco e o Clube dos Empregados. Em resposta, alguns desses acionistas teriam sinalizado estar dispostos a ir adiante com a transação.

Mas os planos do controlador da CSN esbarraram nos interesses de antigos desafetos do mundo dos negócios, a família Ermírio de Moraes, dona do grupo Votorantim. Os desentendimentos entre Steinbruch e Antonio Ermírio de Moraes começaram durante o processo de privatização da Companhia Vale do Rio Doce, no início de 1997, em que os dois entraram em uma disputa agressiva pelo controle da mineradora.

Dois meses antes do leilão, a CSN, o Bradesco e o fundo de pensão Previ foram alijados do consórcio liderado por Antônio Ermírio. Para seus lugares, segundo relatos, foram convidados a multinacional Anglo American e um grupo de siderúrgicas japonesas, inclusive Nippon Steel. Com apoio do BNDES, que queria disputa na venda, Steinbruch buscou recursos de bancos internacionais, obteve suporte do Bradesco e firmou uma aliança com a Previ. Formou o consórcio Brasil e saiu vencedor.

Mesmo assim, passados sete anos, o dono da CSN resolveu endereçar uma proposta à Votorantim para assumir os seus 7,25% das ações ON da Usiminas. A resposta foi uma enfática negativa. Segundo uma fonte, foi lhe mandado o seguinte recado: "Somos compradores, não vendedores."

Steinbruch considerava que a entrada na Usiminas deveria estar condicionada à saída da Votorantim do seu capital. Um dos motivos era a própria dificuldade de convivência dentro de uma mesma empresa como sócios, dados os desentendimentos do passado. A estratégia pensada por ele previa adquirir uma posição de poder para barganhar um acordo de acionistas com outro sócio estratégico.

Esse plano previa fazer um acordo de acionistas com a Nippon Steel, detentora de mais de 18% do capital votante da Usiminas, e com o Clube de Empregados, o segundo maior acionista no bloco de controle da siderúrgica, com mais de 13%. O atual acordo vigora até 2013 e foi feito, em 1998, justamente para evitar que Steinbruch, na época à frente da Vale, fizesse um movimento sobre a empresa. A mineradora era e ainda é umas das principais detentoras de ações votantes da Usiminas.

Com o insucesso de sua ofensiva para formatar a megafusão do aço, o empresário, que dispunha de fôlego financeiro e capacidade para se alavancar com financiamentos no mercado, decidiu centrar fogo no projeto de adquirir a participação dos Rabinovich na Vicunha, controladora da CSN.

No entanto, conforme fontes, o projeto de uma união entre as empresas não está descartado, embora tenha perdido ímpeto no governo. O ex-presidente do BNDES, Carlos Lessa, estava muito empenhado na sua realização. Seu sucessor, Guido Mantega, parece não ter atribuído a mesma importância à operação até o momento.

A fusão de Usiminas e CSN, segundo estudo da consultoria Voga Advisory, divulgado pelo Valor , é a que faz mais sentido estratégico e operacional e a que traria maior retorno a seus acionistas. No entanto, enfrenta dois obstáculos: a concentração de mercado e a pulverizada estrutura acionária da Usiminas. "Nada que não possa ser negociado", disse uma fonte.

Valor Online

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