Sebrae-SP vai orientar empresas para fornecer para a PetrobrasAté 2020, a Petrobras pretende dobrar os investimentos em compras para atender às demandas da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos e da Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão. No último ano, foram R$ 200 milhões em compras corriqueiras apenas para a região. Para diminuir os custos com logística e estimular as empresas da Baixada Santista a fornecerem seus produtos e serviços na cadeia de suprimentos, o Sebrae-SP lançou hoje o Programa da Cadeia Produtiva Petróleo, Gás e Energia.

De acordo com o Mapeamento da Demanda e Oferta de Bens e Serviços da Cadeia de Petróleo e Gás na Baixada Santista, feito pelo Sebrae-SP, 44% das empresas que já fornecem para a petroleira registraram crescimento no faturamento bruto anual e 43% ganharam novos clientes depois que passaram a integrar o cadastro de fornecimento.

O levantamento apontou que 85,2% das pequenas e médias empresas da região estão interessadas em participar desse ambiente. No entanto, 14,8% dos entrevistados alegaram não possuir tamanho, potencial ou estrutura para fornecer.

Segundo a pesquisa, feita entre janeiro e outubro de 2011, as empresas que estão inseridas na cadeia de petróleo e gás geram até três vezes mais empregos do que aquelas que não estão.

Na Baixada Santista, existem 6 mil pequenas e médias empresas de 30 famílias diferentes de fornecimento têm potencial para venderem bens e serviços para a Petrobras. Entre elas, estão agências de publicidade, atacadistas de combustíveis, serviços de engenharia ambiental, fabricação de peças industriais, serviços de manutenção, comércio de artigos de cama, mesa e banho, comércio de peças de veículos, etc. No futuro, conforme o crescimento da cadeia de petróleo e gás, novas oportunidades devem surgir. Mas os especialistas concordam: a demanda vai apenas crescer a partir daí.

“O grande desafio da Baixada Santista e do Brasil hoje é o desenvolvimento da cadeia fornecedora de petróleo e gás com qualidade, responsabilidade social e responsabilidade ambiental. E esses negócios precisam se preparar não só para atender a Petrobras, mas também aprender a vender melhor seus serviços para outras empresas fornecedoras, concorrentes, etc”, disse José Luiz Marcusso, gerente geral da Unidade de Negócios da Bacia de Santos da Petrobras.

Sebrae-SP vai orientar empresas para fornecer para a PetrobrasVale destacar que esse é um planejamento de médio a longo prazo, que deve se intensificar entre os anos de 2012 e 2013, quando o Sebrae-SP realizará cursos, seminários, reuniões e consultorias específicas para os pequenos e médios empresários interessados em entrar no cadastro da petrolífera.

A capacitação de mão-de-obra aparece como principal área em que as MPEs (micro e pequenas empresas) precisam de orientação, com 38%, seguida de orientação sobre gestão (31,5%) e acesso a financiamentos (17,8%). Por isso, o Sebrae-SP desenvolveu um plano de ação para contemplar todos esses fatores em seus cursos e consultorias.

Para ser um fornecedor da Petrobras, entre outras coisas, é importante manter o cadastro atualizado no sistema da empresa, discriminar os serviços corretamente na Nota Fiscal Eletrônica, preparar funcionários de forma correta para trabalhar nos locais, antecipar os gastos (a empresa faz os pagamentos 30 dias após o serviço concluído) e, principalmente, acompanhar as solicitações da Petrobras em seu sistema de compras.

Até 2015, a Petrobras deve investir no estado de São Paulo cerca de US$ 25 bilhões para a extração e produção de petróleo a partir do pré-sal na Bacia de Santos.

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