A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse em 13 de dezembro que o abandono planejado da produção energia nuclear pelo país europeu acabaria por criar mais empregos do que reduzir os postos de trabalho.

"Ao todo, a nova política energética vai criar mais empregos do que será perdido", disse ela, depois que a gigante nuclear francesa Areva tornou-se a mais recente de várias grandes empresas do setor de energia a anunciar cortes de postos de trabalho.

Merkel disse que os anúncios foram decisões da empresa baseadas "no resultado de desenvolvimento em longo prazo, e não estão relacionadas a uma causa única", salientou a chanceler alemã.

Após o desastre de Fukushima 11 no Japão em 2011, o governo alemão decidiu desligar permanentemente oito dos reatores mais antigos da Alemanha e fechar até 2022 outros nove reatores atualmente em linha.

As companhias EON e RWE, da Alemanha, dois dos maiores fornecedores de energia, têm citado a decisão de Berlim de abandonar a energia nuclear como a razão para os planos de reestruturação.

A EON planeja cortar até 11.000 postos de trabalho em todo o mundo, enquanto a imprensa diz que os cortes na RWE podem chegar a 8.000. Ambos os grupos também enfrentam, no entanto, problemas de rentabilidade com as usinas movidas a carvão, bem como com as subsidiárias no exterior. A Areva também planeja cortar até 1.500 empregos na Alemanha.

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