Governo planeja reduzir IPI de carros nacionaisApós a bem-sucedida decisão de reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de equipamentos eletrodomésticos da linha branca, medida que estimulou as compras de fim de ano e aqueceu a demanda por empregos nas fábricas, o governo federal pretende estender a iniciativa para a compra de carros nacionais.

A meta do governo Dilma é reaquecer as vendas de automóveis e aumentar o índice de nacionalização dos veículos fabricados no Brasil. Ainda não há previsão para a redução do IPI para carros entrar em vigor, mas o Ministério da Fazenda garante que não vai ser antes de 2013. O projeto está em fase final com a equipe técnica do governo e depende do aval da presidente.

A redução do IPI dos carros está em estudo pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e deverá ser concedida às montadoras que cumprirem diversas etapas de produção na montagem, como a pintura do carro, soldagem e estamparia. Além disso, as montadoras terão de elevar seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento e se comprometer a comprar peças automotivas produzidas no Brasil.

Governo planeja reduzir IPI de carros nacionais em 203Segundo assessores do governo Dilma, a redução do imposto será gradual, de acordo com o cumprimento de cada etapa de nacionalização pelas montadoras com fábricas em território brasileiro. Em apresentação de resultados do setor na semana passada, Cledorvino Belini, presidente da associação das montadoras com fábrica no país, a Anfavea, negou a existência de negociações com o governo para a redução do IPI para carros nacionais.

"Essa questão do IPI é uma questão de mercado, não temos problema de mercado. Você vai pedir redução para um mercado que cresceu 14%?", questionou Belini.

Já os veículos importados (com índice de nacionalização menor do que 65%) terão seus preços reajustados em 30% na sexta-feira, 16 de dezembro. Carros vindos de países com os quais o Brasil mantém acordo, como Argentina e México, não vão aumentar.

Na crise de 2008/09, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva também adotou a redução do imposto como forma de fazer a economia engrenar, jogando os impostos de carros populares de 7% para zero e os de carros médios (até 2 mil cilindradas) de 13% para 6,5%. No entanto, na época, o governo não estabeleceu qualquer contrapartida por parte da indústria automobilística.

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