Brasil supera Reino Unido como sexta maior economia do mundoO Brasil ultrapassou o Reino Unido e agora é a sexta maior economia do mundo, de acordo com uma equipe de economistas. O crash dos bancos de 2008 e a subseqüente recessão relegou o Reino Unido para o sétimo lugar em 2011, atrás da maior economia da América do Sul, que tem crescido na esteira das exportações para a China e para o Extremo Oriente.

Rússia e Índia devem viver semelhante crescimento nos próximos 10 anos e empurrar o Reino Unido para o oitavo lugar. Como a maioria das economias, a Índia está lutando contra a inflação alta e crescimento em desaceleração, mas a sua força de trabalho altamente educada e com habilidades em áreas em expansão, como TI e serviços de engenharia, vai empurrar a economia para o quinto lugar. Após uma década de venda de petróleo e gás para a Europa e outras partes da Ásia, a Rússia deve alcançar a quarta posição.

Outro país que também está na corda bamba na lista das maiores economias do mundo é a França. Nicolas Sarkozy ainda pode se gabar de comandar a quinta maior economia, atrás apenas dos EUA, China, Japão e Alemanha, mas em 2020, o Centro de Economia e Pesquisa (CEBR) prevê que o país cairá para nono lugar. Conforme as previsões, a Alemanha também cairia para o sétimo lugar em 2020.Brasil supera Reino Unido como sexta maior economia do mundo

Douglas McWilliams, executivo-chefe do órgão, disse: "O Brasil tem batido os países europeus no futebol por um longo tempo, mas batê-los em economia é um fenômeno novo. Nossa tabela classificativa mostra como o mapa econômico mundial está mudando, com países asiáticos e economias produtoras subindo na lista, enquanto a Europa fica para trás".

A Europa deverá sofrer uma "década perdida" de baixo crescimento, após uma farra de crédito nos últimos 20 anos. O pagamento de dívidas ao longo de um curto espaço de tempo irá restringir o crescimento e impedir muitos países, incluindo o Reino Unido, de se recuperar do crash dos bancos pelos próximos anos.

Em 2012, a desaceleração do crescimento europeu está prevista para ser ainda mais acentuada, com uma queda do PIB de 0,6% e uma possível queda de 2%, se houver ruptura na zona do euro. A previsão dos EUA é melhor, com crescimento de 1,8%. Economias emergentes, que têm visto suas ações em queda nos mercados nos últimos meses, deve recuperar sua dinâmica, prevê o CEBR.

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