Após ser definida pela matriz, na Alemanha, como base estratégica para produção global, a Behr Brasil, fabricante de sistemas de refrigeração e ar-condicionado, vai investir mais R$ 107 milhões na sua fábrica de Arujá (SP) entre 2005 e 2009. Os investimentos serão feitos com 80% de recursos próprios e 20% de financiamento obtido junto ao BNDES.

"Vamos atualizar os processos produtivos e adquirir novos equipamentos para expandir nossos negócios no Brasil e no exterior", disse o diretor-geral Silvio Taboas ao jornal Gazeta Mercantil. Em janeiro deste ano, a empresa colocou em operação nova linha de produto - de refrigeradores de óleo para câmbio automático (in-tanks oil coolers) - e prepara a instalação da linha de evaporadores (componente para sistema de ar-condicionado). Para esse projeto destinou investimentos R$ 50 milhões, dos quais R$ 31 milhões em 2004.

A estratégia da Behr é a de também criar também oportunidades para nacionalizar componentes no Brasil. Com a instalação da nova linha de refrigeradores de óleo para câmbio automático a Behr Brasil, além de reduzir custos ao deixar de importar o componente da matriz e de adquirir de fornecedores no Brasil, também amplia suas vendas no mercado externo. A Behr já está exportando oil coolers para a Volkswagen da Alemanha e, a partir de 2006, o produto passará a ser utilizado em um novo modelo que a Ford vai lançar nos EUA.

Além de oil coolers, a empresa vai exportar a partir de 2006 condensadores para a GM da Austrália. No Brasil a Behr ingressou no segmento de automóveis em 2000, quando passou a participar dos projetos do Gol, Polo, Fox exportação, da Volkwagen; Palio, da Fiat; Meriva e Zafira, da GM, e já detém 20% de participação neste segmento onde concorre com a Delphi, Visteon, Denso e Valeo.

Apesar de as exportações contribuírem com 32% ao faturamento total, a preocupação da empresa, segundo Taboas, não é em elevar o índice de participação dos negócios no exterior, mas saber quando o Brasil chegará a um patamar de 2,7 milhões de veículos produzidos. No mercado interno as vendas diretas para as montadoras participam de cerca de 60% ao faturamento da empresa e o mercado de reposição, que teve um crescimento de 30% no ano passado em relação a 2003, contribuiu com quase 7%. Com quase 900 funcionários, a Behr Brasil utiliza 85% da sua capacidade, cumprindo jornada em dois e três turnos de produção.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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