O grupo IMC, do qual faz parte a Iscar, está concluindo as negociações para a compra de uma empresa japonesa que atua no segmento de furação profunda de grandes diâmetros. A futura integrante do grupo complementará a linha da francesa Outiltec, que produz brocas-canhão de pequenos diâmetros.

Desde 2001, quando assumiu o controle da Ingersoll, o grupo IMC vem adotando a estratégia de adquirir empresas para complementar seu portfólio de produtos. São os casos, por exemplo, da própria Outiltec, da suíça Micro Tools, das italianas UOP e IT.TE.DI e da coreana TaeguTec, entre outras. A nova aquisição segue essa linha.

O presidente mundial da Iscar, Jacob Harpaz, avalia que a tendência no mercado de ferramentas de corte é a de concentração das empresas. "Até porque as empresas de menor porte não dispõem dos volumosos recursos necessários para os investimentos em pesquisa e desenvolvimento, em especial para acompanhar os avanços na área de máquinas-ferramentas", afirma. "Aliás, foi por investir fortemente em pesquisa e desenvolvimento que a Iscar conquistou a posição de segunda maior empresa do mercado mundial".

Em 2000, existiam cerca de 300 empresas disputando o mercado mundial de ferramentas de corte. Concordando com analistas do setor, Harpaz considera que até 2010 restarão apenas 10 ou 15 empresas nesse ramo. O número exato, em sua avaliação, depende do comportamento do mercado japonês, onde existem hoje cinco ou seis fabricantes médias. A expectativa corrente no mercado é que essas empresas se reunam em uma ou duas grandes empresas.

Harpaz informa que o grupo IMC continua à procura de oportunidades de compra de empresas que venham agregar novas linhas de produtos. "Porém, um fator decisivo para que isso ocorra é que essas empresas tenham cultura semelhante a nossa, para que possam ser absorvidas rapidamente dentro do grupo", informa.

Quanto à aquisição de grandes empresas, Harpaz conta que - embora esse seja um desejo - está cada vez mais difícil devido ao porte que o grupo IMC assumiu nos últimos anos. As leis antitrustes nos EUA e na Comunidade Européia, onde estão sediadas as demais grandes empresas, praticamente inviabilizam essas aquisições.

No que se refere ao Brasil, Harpaz informa que também existe interesse de adquirir empresas no País, em especial pelas vantagens tributárias para aqueles que produzem localmente. O presidente da Iscar lembra que a empresa acaba de instalar uma fábrica, na qual investiu US$ 2 milhões, e já está em processo de ampliação, no qual serão investidos outros US$ 2 milhões. "Crescemos muito rápido no Brasil. Estamos investindo no País e o nosso objetivo é o de ser o principal fornecedor de ferramentas do mercado brasileiro", completa.

Autor(es): Usinagem Brasil

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